Será procedida uma primeira avaliação no Plano Municipal de Educação no segundo ano de vigência desta Lei, visando eventuais redefinições quanto as suas metas e objetivos.
Caberá à Secretaria Executiva de Educação a divulgação do plano e a progressiva realização de seus objetivos e metas, para que a sociedade o conheça e acompanhe a sua implementação.
Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
I - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO.
Durante
a Guerra do Paraguai, Corumbá foi invadida e praticamente destruída, mas
retomada em 13 de junho de 1867 pelos
brasileiros oriundos de Cuiabá. Com o fim da Guerra, estabeleceu-se novamente o
crescimento do comércio pelo Rio Paraguai. Com a virada do século, o município
destacou-se entre as cidades mais importantes do Estado de Mato Grosso.
Entretanto, nos meados da década de
A
dependência da navegação fluvial com o exterior tornou a cidade suscetível a
crises periódicas. A guerra que estava acontecendo na Europa (1914/1918) e a
construção da estrada de ferro mudaram o destino econômico de Corumbá. A cidade
começou a entrar em decadência como entreposto de exportação e importação o que
acarretou um esvaziamento populacional, pois os comerciantes saíram à procura
de outros centros que estavam se desenvolvendo ou se transferiram para a
pecuária. Essa dependência com o comércio externo impediu o desenvolvimento
interno e a criação de uma infra-estrutura econômica e urbana capaz de criar
alternativa para o setor comercial. A cidade de Corumbá, que nasceu e cresceu
com o rio, iniciou sua decadência como centro comercial quando o rio Paraguai
perdeu sua função de principal artéria de comunicação e transporte. A transição
do poder econômico urbano definido pelo entreposto comercial para o de
característica rural não foi demorada e hoje as principais atividades
econômicas da região são a pecuária, o turismo e a exploração mineral.
A
partir da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se a atividade industrial na cidade.
As enormes reservas minerais favoreceram o desenvolvimento das indústrias
mineradoras e das grandes empresas, tais como
a Cimento Itaú e a Urucum Mineração S/A. Em 1977, com a criação do
estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande se tornou centro, restando a Corumbá
poucas atividades industriais; um comércio de pequena expressão e
grande atividade econômica assentada na
pecuária. Só em meados de 1980, com a pavimentação da BR-262, o comércio passou
a ser um pouco mais dinamizado. Nos fins da década de 1970, o turismo começou a
ser desenvolvido muito artesanalmente e a ocupação dos prédios portuários pelos
novos empresários desse setor permitiu que o casario antigo do Porto Geral não
fosse totalmente depredado. Nesse sentido, a região voltou
dos recursos da natureza.
Nesse
contexto, o turismo doméstico surgiu como alternativa de geração de divisas
para a região, consolidou-se na década de 1980 e mudou a economia de Corumbá. A
infra-estrutura que começou a surgir para atender essa demanda modificou a
paisagem urbana com a construção de hotéis, pousadas, barco hotel,
restaurantes, bares e outros estabelecimentos necessários para atender o
turista. Atualmente, o Município de Corumbá é considerado um dos principais
pólos de atração turística de Mato Grosso do Sul, junto com a pecuária e a
mineração.Todavia, outros projetos estão
sendo estudados para trazer dinamismo à economia da cidade tais como pólos
industriais com base nos minérios da região; recuperação da hidrovia; o avanço
da fronteira agrícola para o interior da Bolívia, entre outros. Da época de
grande prosperidade, Corumbá guarda preciosos registros como seus belos
casarões e sobrados em estilo europeu, tombados, em 1992, pelo Patrimônio
Histórico Nacional.
1.2. Situação Geográfica
Situado
no Estado do Mato Grosso do Sul, o município de Corumbá pode ser considerado o
pólo geoeconômico do Pantanal Mato-grossense. Formado por seis distritos
(Albuquerque, Amolar, Coimbra, Nhecolândia, Paiaguás e Porto Esperança), sua
área total é de 62.561 km2, equivalente a 18% do estado e cerca de
37% do Pantanal. Ao norte, o município faz fronteira com o estado de Mato
Grosso; ao sul, Porto Murtinho; a leste, Bodoquena, Miranda, Aquidauana, Rio
Verde de Mato Grosso, Coxim e Pedro Gomes; e, a oeste, as repúblicas da Bolívia
e do Paraguai. Localizada às margens do Rio Paraguai, Corumbá se ligada à capital do Estado - Campo
Grande - pela BR-262 (aproximadamente
1.3. Demografia
Os
bairros de maior densidade domiciliar são: Centro, Dom Bosco, Cristo Redentor,
Popular Velha e Popular Nova. Os bairros Guarani e Guatós, por sua vez, são os
que apresentam menos densidade domiciliar na cidade. Os bairros mais densamente
ocupados são: Centro (16,6%), Cristo Redentor (8,7%) e o Dom Bosco (5,0%).
No
que se refere à distribuição da população por faixa etária, a área central,
onde a ocupação encontra-se mais consolidada, destaca-se por concentrar um
percentual significativo de residentes com mais de 60 anos de idade e de
crianças e jovens de
1.4. Economia
Corumbá,
terceira cidade do Estado, foi, no início do século, um dos principais
entrepostos comerciais fluviais do país, e o mais importante do Centro-Oeste
brasileiro, contribuindo para o desenvolvimento das áreas interioranas. Como
principais predicados , a região apresenta a consolidação da pecuária , do
desenvolvimento de agricultura familiar; da atividade industrial - nas áreas da
mineração e metalurgia; do comércio e serviços; além de um forte comércio
varejista que atua como entreposto de
logística e de serviços especializados e
apresenta serviços de carga de diversas
maneiras.
Na
área da saúde Corumbá possui um Hospital, uma maternidade; onze centros de
saúde; três clínicas; um pronto-socorro; e o Centro de Controle de Zoonoses.
O
atendimento médico e odontológico na zona rural é realizado periodicamente e,
no perímetro urbano, a maior parte da população de baixa renda , residente nos
bairros da parte alta da cidade, recorre ao atendimento nos postos de saúde do
município (Unidades Básicas de Saúde). Nos bairros e setores de baixa renda
situados próximos à área central, a população residente recorre a outros tipos
de atendimento, também públicos, como, por exemplo, o Pronto-Socorro Municipal.
1.5.2. Habitação
De
acordo com os dados do IBGE (2000), a maioria das moradias em Corumbá pode ser
classificada como individual e unifamiliar. São 22.302 domicílios particulares
com a maior parte da população concentrada na área urbana, perfazendo um total
de 86.144 habitantes, enquanto a área rural conta com 9.557 habitantes.
Em Corumbá, os bairros apresentam uma nítida diferenciação quanto à condição de ocupação dos domicílios (predominância de domicílios próprios, alugados ou cedidos). Os bairros que possuem maior densidade domiciliar, situados na área central, são também aqueles em que predominam residências alugadas, como é o caso do Centro e do Bairro Universitário.
1.5.3. Educação
Corumbá conta com 55 escolas, sendo 49 na zona
urbana e seis na zona rural. Destas, dez
são escolas estaduais, 29 municipais
(incluindo creches) e 16 são
particulares.
Atualmente,
em Corumbá há cinco universidade : três
são de ensino superior a distância e duas são de ensino presencial regular.
1.5.4. Esporte, Cultura e Lazer.
Corumbá é rica em seus aspectos histórico,
cultural, folclórico, arqueológico e arquitetônico e por isso foi uma das
cidades escolhidas para integrar o Programa Monumenta, concebida pelo Governo
Federal com o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A cidade
conta com infra-estrutura adequada para o desenvolvimento das práticas
desportivas.
1.6.2. Infra-Estrutura Urbana
1.6.2.1 - Abastecimento de Água
O sistema de abastecimento de água em Corumbá é operado pela concessionária estadual de Mato Grosso do Sul-SANESUL. A captação é feita no rio Paraguai, próximo do porto da cidade e de pontos de escoamento de esgoto.
1.6.2.2 - Saneamento Básico
Corumbá
não possui rede coletora ou estação de tratamento para esgotamento sanitário.
Dispõe apenas de fossa e sumidouro. Em alguns bairros e setores urbanos, a
grande maioria dos domicílios (de
1.6.2.3 - Limpeza Urbana
O serviço de limpeza urbana é realizado pela empresa terceirizada UNIPAV. Diariamente, esse sistema coleta os resíduos gerados nas feiras livres, no hospital e na zona comercial. Nos bairros residenciais, a coleta ocorre três vezes por semana. No caso das clínicas de saúde, o sistema é individualizado, acontecendo conforme a necessidade das mesmas.
1.6.2.4- Energia Elétrica
A
maior parte do suprimento de energia elétrica
de Corumbá vem da Usina Hidrelétrica Engenheiro Edgar Souza Dias (Jupiá)
através da ELETROSUL que é interligada com a Usina de Mimoso. As linhas de
transmissão vêm de Campo Grande e se estendem para Corumbá.
1.6.2.5 - Sistemas de Comunicação
Corumbá conta com os serviços básicos de comunicação tais como: correios e telégrafos, telefonia urbana e rural, telex, jornal, televisão e Internet.
1.6.2.6 - Segurança Pública
A segurança pública em, Corumbá é feita pela polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental, Polícia Federal, Capitania Fluvial do pantanal e INFRAERO (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária)
1.6.3 – Meio Ambiente
Localizada
na planície pantaneira, Corumbá possui um relevo predominantemente plano, com algumas
elevações e sua paisagem reflete o resultado dos ciclos das águas. Durante a
temporada das cheias, que dura aproximadamente três meses, o território
pantaneiro fica inundado em até 80% de sua aérea.. Nesse período, parte da
população rural migra temporariamente para as cidades ou vilas.
De
acordo com a EMBRAPA (2000), a área do pantanal Mato-grossense é de 138.183 km2,
com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso.
Situado no centro da América do Sul, entre os biomas Amazônia e Cerrado e os
Chacos boliviano e paraguaio, o Pantanal Mato-grossense integra a Bacia
Hidrográfica do Alto Paraguai, sendo um complexo sistema de áreas alagadas,
planícies de inundação, lagoas e linhas de drenagem interconectadas, além de
rios e formações florestais diversas. Outro ponto marcante da paisagem
pantaneira é a variedade da fauna e da flora da região. No ano de
Existem
duas áreas protegidas pelo Governo Federal na região de Corumbá: o Parque
Nacional do pantanal, com
O Pantanal é um ambiente muito frágil, e qualquer
impacto negativo nas nascentes e cabeceiras dos rios, ou que modifique o curso
natural das águas pode afetar a região. Por exemplo, devido à produção agrícola
desordenada no planalto e o assoreamento do rio Taquari, a EMBRAPA (op.cit.) estima que 11.000 km2 estejam
com inundações quase permanentes, afetando seriamente a pecuária, principal
atividade econômica da região. Isto demonstra claramente que as ações a serem
implementadas na região devem ser alicerçadas em estudos integrados, e as
relações de causa e efeito necessitam de
delineamento e de aceitação
pela sociedade.
II - O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO
MUNICIPAL
DE EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO DE CORUMBÁ
As
gestões da cidade, em sua maioria, priorizaram o atendimento dos interesses de
uma pequena parte da população. O grande desafio do Plano Municipal de Educação
é proporcionar mudanças na forma de gerir a educação no município, de modo a
garantir a inclusão das populações excluídas e a melhoria da qualidade da
educação ofertada a todos os habitantes da cidade. Para atingir estes
objetivos, é preciso não só que o Poder Público desenvolva políticas que
garantam às pessoas condições materiais e subjetivas, para a sobrevivência e o
exercício da cidadania, mas também que o processo educativo tenha como eixo
norteador o desenvolvimento humano de todos os sujeitos no município, de forma
eqüitativa, e que oriente suas ações para proporcionar-lhes o efetivo desenvolvimento
social.
A
elaboração coletiva do Plano Municipal de Educação tomou como pressuposto a
concepção de que não se muda o quadro educacional de uma cidade rapidamente e
apenas com leis e decretos, já que a luta em defesa de uma educação pública,
laica, gratuita, democrática e de qualidade deve-se dar com a participação
efetiva da maioria dos segmentos que concebem a educação como um campo
estratégico de desenvolvimento humano e social.
O
princípio da responsabilidade social se constituiu, então, como eixo central do
trabalho neste processo, pois, embora não se compreenda a educação como
alavanca da sociedade, cabe reconhecer que ela cumpre papel imprescindível no
desenvolvimento humano e social, na construção da cidadania, na garantia da
qualidade de vida dos sujeitos, tanto em seus aspectos individuais como no
coletivo.
A
referida elaboração cumpre determinações legais estabelecidas no artigo 214 da
Constituição Federal/88, no Inciso I do artigo 09 da Lei 9394/96, no artigo 2
da Lei Federal 10.172 de 2001 e no Plano Estadual de Educação Lei 2.791/2003.
Salienta-se que no ano de 2004, inicialmente, os trabalhos foram desenvolvidos
pela Secretaria Municipal de Educação e, posteriormente, o envolvimento do
Conselho Municipal de Educação permitiu alavancar as articulações com outros
segmentos. O processo de sensibilização envolveu não só a comunidade
educacional do município, mas também toda a sociedade civil organizada. O
princípio básico adotado para definir a matriz de representatividade convocada
foi o da qualidade da representação, levando-se em consideração a diversidade
do universo pesquisado e não o número de pessoas envolvidas. A referida matriz
foi composta por representantes dos seguintes órgãos: Secretaria Municipal de
Educação; Conselho Municipal de Educação; SINTED; SINEP; SINCOR; SINTRAE;
SENAC; SESI; SENAI; UFMS/Campus de Corumbá; Universidade Católica Dom Bosco;
Ministério Público; Promotoria da Infância e da Adolescência; APAE;
OMEP/Corumbá; OAB; Conselho Tutelar; Conselho da Criança e Adolescente;
Secretaria da Integração das Políticas
Sociais; Secretaria da Saúde; Secretaria Municipal Cidadania e Assistência
Social; Colegiados Escolares; Pastoral da Criança; Escolas Públicas e Privadas.
Os
seguimentos da matriz de representação reuniram-se ordinariamente no dia 02 de
junho de 2005 e definida, logo nos primeiros encontros, a dinâmica dos
trabalhos. Neste contexto, também, foi realizada, no dia 19 de junho de 2005,
uma reunião com os representantes do Conselho Municipal de Educação, tendo em vista,
que os mesmos desempenham papéis de articuladores do processo. No município de
Corumbá, o lançamento oficial do Plano Municipal de Educação aconteceu no dia
22 de junho de 2005 e contou com a participação de 600 pessoas representando as
mais diversas organizações da sociedade civil envolvidas direta e indiretamente
com a educação. Após o lançamento, no período de julho a outubro de 2005, foram
realizadas oficinas municipais tendo como objetivo as seguintes ações:
* 1ª Oficina:
- Apresentação da Sistemática para elaboração
do Plano Municipal de Educação.
* 2ª Oficina:
-
Foi subdividida em quatro reuniões, cujo objetivo foi explicar sobre o
preenchimento dos questionários das investigações escolar, bem como a aplicação
da investigação qualificada.
- Ressalta-se que as reuniões foram
desenvolvidas no decorrer do ano de 2006, e terminaram no mês de julho.
* 3ª Oficina:
O objetivo da terceira
oficina foi apresentar a análise estatística dos dados obtidos nas
investigações, como também compor a comissão de trabalho para a elaboração da
redação final do plano, para posterior encaminhamento à Câmara Municipal de
Corumbá para aprovação.
Os
componentes da comissão se dividiram em grupos de trabalho por temáticas, de
acordo com a organização do Plano Nacional de Educação. Esses grupos se
responsabilizaram pela articulação com outros segmentos da sociedade envolvidos
com a área, para a elaboração das diretrizes, objetivos e metas. Durante as
reuniões foram sugeridos acréscimos, alterações ou redimensionamento de cada parte
proposta.
Após
os trabalhos dos grupos, e do devido registro de mudanças e acréscimos, a
minuta do plano foi apresentada à sociedade civil organizada para as últimas
observações, e posterior encaminhamento à Câmara dos Vereadores.
Cabe
registrar que nesse processo de elaboração surgiram algumas dificuldades, entre
elas, a pouca participação da sociedade civil nas oficinas, defasagem no
retorno dos questionários, a falta de dados estatísticos disponíveis e
precisos, tanto em relação à demanda real para os diferentes níveis e
modalidades de educação quanto em relação às esferas que atendem a essa
demanda. No entanto, tanto em um aspecto como em outro, foi possível avançar,
em razão da responsabilidade política dos membros, que enfrentaram esses e
outros desafios.
A
estrutura do Plano Municipal de Educação baseou-se no Plano Nacional de
Educação, que aborda cada eixo em três dimensões: diagnóstico, diretrizes,
objetivos e metas.
Embora se
compreenda que o Ensino Médio, a Educação Tecnológica e Profissional e a
Educação Superior não sejam de atribuição direta do município, considerou-se
pertinente zelar pela cidadania de todos os munícipes, incluindo, portanto, nas
discussões do Plano Municipal de Educação o direito à educação básica completa,
à Educação Tecnológica e Formação Profissional e à Educação Superior. Mesmo não
sendo o município responsável pela oferta desses cursos, acredita-se que cabe
também ao município traçar políticas abrangentes, em regime de colaboração,
envolvendo todas as esferas que atuam nele.
III - OBJETIVOS E PRIORIDADES
Em
consonância com os objetivos gerais do Plano Nacional de Educação e
considerando as especificidades locais, identificadas no diagnóstico da
educação do município de Corumbá este Plano Municipal de Educação tem como
objetivos:
·
A elevação global do nível de escolaridade da
população;
·
A melhoria da qualidade do ensino em todos os
níveis;
·
A redução das desigualdades sociais, no tocante
ao acesso e à permanência, com sucesso, na educação;
·
A democratização da gestão do ensino público
nos estabelecimentos oficiais, o que implica a participação dos trabalhadores
da educação na elaboração do projeto político-pedagógico da escola e a
participação das comunidades escolares e locais em organizações estudantis,
conselhos gestores e em outras formas de organização da comunidade
escolar.
·
Considerando a limitação dos recursos
financeiros e da capacidade para responder ao desafio de oferecer uma educação
compatível com aquela definida tanto no Plano Nacional quanto pelos movimentos
sociais foram estabelecidas prioridades neste Plano Municipal de Educação,
segundo o dever constitucional e as necessidades sociais. Estas prioridades são
as seguintes:
·
garantia de ensino fundamental obrigatório de
nove anos a partir do ano de
·
garantia de acesso à educação de qualidade aos
portadores de necessidades educacionais especiais em todos os níveis e
modalidades, nas redes regulares de ensino;
·
garantia de ensino fundamental e médio a todos os
que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram e de
erradicação total do analfabetismo, considerando-se a alfabetização de jovens e
adultos como ponto de partida e parte integrante desse nível de ensino;
·
ampliação do atendimento à educação infantil e
ao ensino médio, já que, no Plano Nacional de Educação, atribui-se ao Plano
Municipal de Educação a extensão da escolaridade obrigatória para crianças de
seis anos de idade, quer na educação infantil, quer na educação fundamental, e a
gradual extensão do acesso ao ensino médio para todos os jovens que completam o
nível anterior, como também para os jovens e adultos que não cursaram os níveis
de ensino nas idades próprias;
·
valorização dos trabalhadores da educação, com
particular atenção à formação inicial e continuada, tanto para professores como
para funcionários administrativos. Faz parte dessa valorização a garantia das
condições adequadas de trabalho, entre elas, o tempo para estudo e preparação
das aulas; a garantia de salário digno, com piso salarial e plano de carreira,
tanto para o magistério como para os funcionários administrativos;
·
desenvolvimento de sistemas de gestão
democrática e participativa, de informação e de avaliação em todos os níveis e
modalidades de ensino;
·
desenvolvimento do regime de colaboração com a
União, o Estado e a Sociedade Civil, visando à plena execução dos objetivos e
metas previstos no Plano Municipal de Educação.
IV - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ADOTADOS NO PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO
Metodologia é o caminho e o instrumento próprio da abordagem da realidade.Utilizou-se a Técnica Estatística que permitiu quantificar os dados obtidos nas investigações propostas pelo plano cujo objetivo foi traçar o perfil sobre os problemas, potencialidades e perspectivas da educação do município de Corumbá.
4.2 - Desenvolvimento da Pesquisa
O desenvolvimento da pesquisa foi realizado por meio de levantamento de dados e no decorrer do trabalho, procedeu-se à solicitação de informações da comunidade escolar e da sociedade ligada direta e indiretamente com a Educação. Mediante procedimentos estatísticos, uma amostra significativa de todo o universo foi selecionada e tomada como objeto de investigação. As conclusões obtidas a partir dessa amostra foram projetadas para a totalidade, levando em consideração a margem de erro obtida mediante os cálculos estatísticos.
O procedimento utilizado para o desenvolvimento da pesquisa foi por meio de aplicação de Questionários. Esse procedimento permitiu conhecer as opiniões, os interesses e expectativas da população em relação à elaboração do Plano Municipal de Educação. Foram elaboradas dois tipos de questões: abertas e fechadas.
Foram utilizadas três tipos de
investigações:
1.1 - Investigação de Campo:
Objetivo: Proporcionar
informações gerais acerca das opiniões, dos interesses e expectativas da
população investigada em relação à educação no município para subsidiar a
elaboração do Plano Municipal de Educação.
Universo Pesquisado: 5% da
população por bairro
Período de Aplicação: julho a
outubro /2005
Aplicadores: Agentes
Comunitários
1.2
-
Investigação Qualificada:
Objetivo: Apurar opiniões e
informações sobre os problemas, potencialidades e expectativas relativos à
educação no Município.
Universo Pesquisado:
representantes (pais e educandos) das escolas públicas e privadas do município.
Período de Aplicação: A
referida investigação se desenvolveu em quatro reuniões no mês de agosto/2005,
em datas e espaços físicos diferenciados.
Aplicadores: Técnicos da
Secretaria Municipal de Educação.
1.3 - Investigação Escolar:
Objetivo: Identificar as
prioridades para a educação no Município.
Universo Pesquisado:
profissionais atuantes nas escolas públicas e privadas do município.
Período da aplicação: julho e
agosto/2005.
V - NÍVEIS DE ENSINO
5.1 - Educação Infantil
Diagnóstico
“Durante muito tempo a
Educação Infantil foi considerada uma responsabilidade das famílias ou do grupo
social ao qual pertencia. Era junto aos adultos e outras crianças com as quais
convivia que a criança aprendia a se tornar membro deste grupo, a participar
das tradições que eram importantes para ele e a dominar os conhecimentos que
eram necessários para sua sobrevivência material e para enfrentar as exigências
da vida adulta. Por um período na história da humanidade, não houve nenhuma
instituição responsável por compartilhar esta responsabilidade pela criança com
seus pais e com a comunidade das quais estes faziam parte”.(BUJES,2001.P.13)
Isso
nos permite dizer que a educação infantil, como nós a conhecemos hoje,
realizada de forma a complementar a família, é um fato muito recente.
Na
segunda metade do século XX, foi preciso repensar o atendimento
institucional às crianças de
Na
cidade de Corumbá/MS, também já se começava a preocupação com investimentos
para atender as crianças nessa faixa etária.
Assim, para traçarmos um diagnóstico da Educação Infantil, não podemos
deixar de descrever a trajetória desse atendimento, pois muitos foram os fatos
que contribuíram para que hoje o trabalho realizado em Corumbá fosse
apresentado com destaque em relação aos demais municípios do nosso Estado.
No
ano de 1963, foi inaugurada em Corumbá a primeira creche, na gestão do então
Prefeito Dr.Edimir Moreira Rodrigues, a “Creche Lar Santa Rosa”, O prédio fora construído com ajuda do
Departamento Nacional da Criança para servir de Posto de Puericultura e,
posteriormente reformado e adaptado com recursos advindos do senhor: Dr.Gabriel Vandoni de Barros e da Srª Augusta Gomes de Barros (Dona Neta), para funcionamento da creche com
objetivo de amparar, assistir as crianças de três meses a seis anos de idade,
cujas mães desempenhavam suas ocupações profissionais. Por ser uma entidade filantrópica e
beneficente, a Creche funcionava em regime de semi-internato e tinha um número
limitado de sócios-pessoas e instituições idôneas que colaboravam
financeiramente através de doações e prestação de serviços. Posteriormente, o
quadro de pessoal foi ampliado em convênio com a Prefeitura Municipal de
Corumbá e apoio da Legião Brasileira de Assistência (LBA).
A
partir da década de 1970, o caráter assistencialista e compensatório foi
ampliado pelos governos a fim de atender as camadas sociais mais pobres. Posteriormente em 1973, com a implantação da
Lei nº5692/71,
pedagógicos
montessorianos. As outras unidades de
atendimento públicas e particulares funcionavam com regras e métodos próprios,
recebendo sempre o acompanhamento da Secretaria de Estado de Educação e normas
do Conselho Estadual de Educação.
Em
1976, foi criada a Seção de Educação Pré-Escolar nas Agências Regionais de
Educação e em Corumbá iniciou-se um trabalho de reestruturação e orientação das
Pré-Escolas em funcionamento.
No
ano de 1977, com a divisão do Estado de Mato Grosso, e criação do Estado de
Mato Grosso do Sul, o novo governo deu início a novas políticas, ficando as
Pré-Escolas existentes, aguardando novas diretrizes, sem expandir os núcleos e
unidades existentes.
Iniciava
em 1978 o atendimento da “Estrelinha Verde”, unidade de Pré-Escolar construída
em terreno de propriedade do Dr. Gabriel Vandoni de Barros. Essa unidade
funcionou inicialmente como um “anexo” da Escola Estadual “Octacílio Faustino
da Silva”, para atender uma grande demanda de criança na faixa etária de
A
partir dos anos 80, surgiu uma maior conscientização sobre essas questões e o
movimento de luta ganhou força. A educação infantil deveria ser planejada como
espaço de interação e respeito à criança e à família, com o objetivo de
promover o desenvolvimento afetivo, físico e intelectual, considerando os
direitos destas à atenção de qualidade, que conjugava o cuidado e a educação.
Nesse
mesmo período, houve a criação e expansão do PROAPE (Programa de atendimento do
Pré-Escolar) no sistema estadual de ensino. Novamente, o Dr.Gabriel Vandoni de
Barros, entendendo a importância e a necessidade do atendimento às crianças na
faixa etária de
A
instalação do Governo Estadual eleito diretamente pelo povo modificou o
processo de abertura política, promovendo uma nova política educacional
Esse
empreendimento com o Convênio da LBA contribuiu para aumentar a demanda da
Pré-Escola na Rede Municipal de Corumbá que, somada, à demanda das Estrelinhas
da Rede Estadual, fez de Corumbá o maior pólo de atendimento à criança de
Pré-Escola no Estado de Mato Grosso do Sul.
Entre
os anos de 1985 e 1990, foram implantadas as Creches Municipais, inicialmente
denominadas de Creches Comunitárias, atendendo um programa de expansão de uma
política educacional vigente em parceria com a União, Estado e Município.
O
Conselho Municipal de Educação de Corumbá foi criado em 1987, em função da
necessidade de autonomia do município na área educacional. Até então, o município era regido pelas
normas do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul. (Integração das
instituições de Educação Infantil aos sistemas de ensino – Brasília 2002).A
época o Conselho Municipal não tinha o caráter deliberativo, era consultivo e
avaliativo das políticas públicas.
Em
1988, com a promulgação da nova Carta Constitucional Brasileira, determinando
que o dever do Estado com a educação infantil seria efetivado mediante a
garantia de atendimento em creches e pré-escolas às crianças de
Na
segunda metade da década de 1990, foi elaborada e publicada a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/1996) que definiu a educação infantil
como primeira etapa da educação básica, e exigiu que a educação e o cuidado das
crianças de
Até
o final de 1994, as Creches Municipais estavam vinculadas à Secretaria de
Assistência Social, que desenvolvia um trabalho basicamente assistencialista. O
tratamento dirigido à faixa etária de
Em
1995, por iniciativa do MEC/SEF/COEDI, foram compostas equipes com técnicos do
Ministério da Educação e consultores que analisaram propostas existentes nos
diversos municípios e estados. A rede de ensino de Corumbá participou dessa
pesquisa nacional, e daqui foram levadas experiências para servir de modelos
nacionais. Diversos relatórios foram escritos e o produto final foi publicado
pelo MEC para subsidiar as equipes das secretarias municipais e estaduais na
análise e elaboração de propostas
A
Lei 9394/96 determina, no capítulo destinado à organização da educação
nacional, que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, em
regime de colaboração, organizem os seus sistemas de ensino. Diz ainda que os
municípios podem constituir seu próprio sistema ou optar por se integrar ao
sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação
básica.
Segundo
o art. 18 da LDB, integram os sistemas municipais de ensino as instituições de
ensino fundamental, médio e de educação infantil, criadas e mantidas pelo Poder
Público Municipal e as instituições de
educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada particulares, comunitárias, filantrópicas e
confessionais – e os órgãos municipais de educação.
Dessa
forma, em 1997, foi instituído o Sistema Municipal de Ensino e reformulada a
Lei do Conselho Municipal de Educação como um órgão deliberativo consultivo e
avaliativo do Sistema Municipal, entre uma das suas funções é a de regulamentar a educação infantil.
Em
1997, no município de Corumbá, as instituições estaduais de educação deixaram
de atender as crianças na faixa etária de pré-escola, tendo em vista a
determinação estabelecida pela legislação vigente. Nessa ocasião, o Governo de
Mato Grosso do Sul desativou as unidades “Estrelinhas”, implantando o Ciclo
Básico na Rede Escolar Estadual.
É importante destacar que a oferta de educação
infantil em creches e pré-escolas passou a ser de competência exclusiva dos Municípios.
Dessa forma, a ação supervisora e fiscalizadora de instituições públicas e
particulares de educação infantil passaram a ser de competência da
municipalidade. A política municipal de educação estabeleceu as diretrizes para
o funcionamento da primeira etapa da Educação Básica no que se refere à
organização, ao funcionamento e à gestão do sistema educacional como um
todo, à garantia das vagas demandadas pela população, à formação dos
profissionais, e ao credenciamento das instituições de Educação Infantil.
Em
A
legislação em vigor em nível nacional não prevê recursos financeiros para a
educação infantil apesar de reconhecê-la como parte da educação básica, o que
cria maiores dificuldades de investimentos para o município, visto que a maioria
das crianças dessa faixa etária está sendo atendida por instituições
municipais. A partir de então, aumentou a preocupação com o atendimento à
infância, apontando a necessidade de construção e ampliação de creches e novas
salas para a pré-escola, levando assim o poder municipal à busca de novos
recursos. No município de Corumbá, algumas instituições de educação infantil
foram ampliadas e adaptadas com recursos advindos do FMIS (Fundo Municipal de
Investimentos Sociais – Lei Municipal nº 1647/2000).
No
ano de 2004, em Corumbá, 42 unidades escolares atendiam a educação infantil, a
saber: 26 instituições municipais, distribuídas em cinco creches; três
centros de educação infantil; 13 escolas da zona urbana e cinco escolas
localizadas na zona rural. As outras 16 existentes no município são de caráter
privado, sendo assim distribuídas em duas instituições filantrópicas –
uma unidade oferece atendimento de
Quadro
Demonstrativo da População em Corumbá
|
|
Habitantes |
% |
|
Total
da população em Corumbá em 2000 |
95.701 |
100% |
|
Total
de crianças de |
1.887 |
1,97% |
|
Total
da população em Corumbá em 2005 |
100.268 |
100% |
|
Total
de crianças de |
4.848 |
4,83% |
Fonte:
IBGE e Secretaria de Saúde
Quadro
Demonstrativo de Matriculas – Dados fornecido pela INEP - 2004
|
Matrícula
Inicial - 2004 |
|
|||||
|
Unidade da Federação |
Município |
Dependência Administrativa |
Creche |
Pré-Escola |
||
|
Mato
Grosso do Sul |
CORUMBA |
Total |
751 |
3.641 |
||
|
Mato
Grosso do Sul |
CORUMBA |
Estadual |
0 |
0 |
||
|
Mato
Grosso do Sul |
CORUMBA |
Municipal |
624 |
2.741 |
||
|
Mato
Grosso do Sul |
CORUMBA |
Privada |
127 |
900 |
||
|
Matrícula
Inicial - 2005 |
|
|||||
|
Unidade da Federação |
Município |
Dependência Administrativa |
Creche |
Pré-Escola |
|
|
|
||||||
|
||||||
|
Mato Grosso do Sul |
CORUMBA |
Total |
721 |
4.127 |
|
|
|
Mato Grosso do Sul |
CORUMBA |
Estadual |
0 |
0 |
|
|
|
Mato Grosso do Sul |
CORUMBA |
Municipal |
604 |
3.165 |
|
|
|
Mato Grosso do Sul |
CORUMBA |
Privada |
117 |
962 |
|
|
Fonte: IBGE
Os
dados apresentados no quadro acima demonstram uma diferença de matrícula do ano
2004 para o ano de 2005, comprovando assim o cumprimento a Deliberação nº
012/99 no Artigo 16 do Conselho Municipal de Educação, que determina o número
de crianças por sala conforme a faixa etária atendida.
No ano de 2005, houve
a ampliação de atendimento através da criação de três extensões e instalação de
novas salas de aula em outras unidades de ensino, para atender a demanda de
crianças na faixa etária de
Para
garantir o aprendizado na Educação Infantil, a prefeitura investe em propostas
de organização de ambientes educativos de qualidade, na compra de brinquedos,
jogos e materiais pedagógicos que desafiam as crianças a se desenvolverem.
Oferece também cinco refeições diárias nas creches e uma refeição em cada
período de funcionamento das pré-escolas que suprem as necessidades
nutricionais de cada faixa etária.
Em 2006, Corumbá conta com:
Quatro
creches que atendem de
Dois
centros de educação infantil que atendem crianças de
Dezesseis unidades de ensino fundamental,
localizadas na Zona Urbana, que atendem educação infantil, sendo que uma delas
ainda atende na sua extensão crianças de
Cinco
unidades de ensino fundamental, localizadas na Zona Rural, que atendem educação
infantil.
Ainda neste ano, foram implantadas mais dez turmas,
sendo oito numa extensão e duas em uma unidade escolar.
Na Rede Privada existem:
Diretrizes
O novo ordenamento constitucional e legal brasileiro
atribui às crianças direitos de cidadania, assegurando que a proteção integral
da criança deve ser de responsabilidade
da família, da sociedade e do poder público, com absoluta prioridade.
Dentre os instrumentos legais que garantem os
direitos de cidadania das crianças brasileiras de
a)
Constituição Brasileira de 1988;
b)
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
– LDB (Lei 9394/96);
c)
Diretrizes Curriculares Nacionais para
Educação Infantil – (DCNEI/99) Parecer CEB/CNE nº 22/98, aprovado em 17/12/98,
Resolução CEB/CNE nº 1/99. Diário
Oficial, Brasília, 13/4/99, Seção 1, p.18;
d)
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
(Lei 8069/90);
e)
Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei
8742/93);
f)
Convenções Internacionais;
g)
Constituições Estaduais e Leis Orgânicas
Municipais.
Diante desses fundamentos legais, devemos reconhecer
a importância da educação infantil como prioridade no processo de construção do
conhecimento.
A Lei reconhece que as creches e pré-escolas, ao
cuidarem das crianças, desempenham um papel importante em seu desenvolvimento e
educação, mas não substituem a educação familiar, ela a complementa, por isso a
importância de um bom relacionamento entre família e instituição. Essa proximidade permite aos pais
acompanharem o atendimento de seus filhos, resultando num processo de melhoria
na qualidade do cuidado e educação.
As instituições que atendem a educação infantil
devem, no seu processo pedagógico, adequar-se às necessidades das diferentes
faixas etárias. A criança deve ser
acompanhada através da observação do professor, que verificará suas
dificuldades e suas conquistas e a todo o momento oportunizará experiências
significativas que favorecerão o seu desenvolvimento integral.
Deve, também, assegurar a valorização do
profissional da educação infantil, garantindo-lhe condições adequadas de
trabalho, tempo para estudo e aperfeiçoamento, remuneração digna, além do plano
de carreira como determina a legislação vigente.
É imprescindível que nas instituições dedicadas ao
cuidar e educar haja espaço adequado, equipado, seguro, estimulante e agradável
à criança, para execução de atividades educativas que irão ajudá-la a
desenvolver sua individualidade, e, conseqüentemente, sua identidade. Tem que se garantir o atendimento
especializado às crianças com necessidades especiais, oferecendo-as um ambiente
planejado para facilitar o trabalho do professor, com estrutura física adequada
Em Corumbá, estamos enfrentando ainda muitos desafios no atendimento de
crianças de
De acordo com o quadro demonstrativo do ano de 2005,
apresentado no diagnóstico, mediante estatística do IBGE, existem
aproximadamente 13.000 crianças de
Objetivos e Metas
1.
Ampliar
gradativamente a oferta de Educação Infantil de forma a atender com qualidade,
30% de crianças
2.
Elaborar, no prazo de
oito anos, uma infra-estrutura adequada para o funcionamento das instituições
de educação infantil que assegurem o atendimento às características das
crianças quanto:
a)
ambiente interno e externo, espaços adequados para livre expressão,
movimento, brincadeiras e repouso;
b)
adequação do ambiente às
crianças com necessidades especiais(banheiros, rampas de acesso);
c)
adequação das instituições, do mobiliário,dos
equipamentos e dos materiais pedagógicos ;
d)
provimento de salas ambientes como:
biblioteca, brinquedoteca, cantinho do conto e playground;
e)
aquisição e instalação de equipamentos de
informática e salas de experiência para atuação com as crianças;
f)
instalações sanitárias para a higiene pessoal
da criança, espaço interno com iluminação, ventilação, rede elétrica e
segurança, água potável e esgotamento sanitário;
3.
complementar a alimentação para as crianças atendidas na
Educação Infantil das unidades públicas e conveniadas, por meio de colaboração
de recursos financeiros advindos do Estado e União;
4.
a partir da vigência
deste Plano Municipal de Educação, somente sejam admitidos para atuação na
educação infantil, profissionais com a titulação mínima legal, formação em
nível superior (licenciatura), com habilitação
5.
Oferecer mecanismos
de colaboração entre as áreas de educação, saúde e assistência social na
manutenção, expansão, integração, controle e avaliação do atendimento da
Educação Infantil com a participação de especialistas tais como: dentistas,
fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais na rede
pública;
6.
assegurar que, além
de outros recursos, possam ser alocados no mínimo 10% dos 25% constitucionais
sejam aplicados no desenvolvimento e manutenção da educação infantil;
7.
assegurar que, a
partir do 1º ano da vigência deste Plano, o órgão mantenedor possa oferecer
programas de formação em serviço para todos os profissionais da educação
infantil;
8.
estabelecer
parâmetros de qualidade da Educação Infantil efetivando o acompanhamento, o
controle e a avaliação das políticas para melhoria do atendimento;
9.
]assegurar que as
mantenedoras das unidades de ensino forneçam materiais pedagógicos adequados às
faixas etárias e às necessidades do trabalho educacional;
10.
assegurar que todas
as instituições públicas (urbanas e rurais) e privadas que atendem educação
Infantil tenham elaborado seu Plano Político Pedagógico, com a participação dos
profissionais de educação e da comunidade escolar;
11.
implantar órgãos
colegiados como espaços democráticos de discussão, oportunizando a participação
da comunidade nas questões administrativas, pedagógicas e financeiras das
instituições de educação infantil
com vistas à qualidade de atendimento.
5.2 - Ensino Fundamental
Diagnóstico
O
sistema de educação do município de Corumbá está composto por 21 Escolas
Municipais, 11 Escolas Estaduais, 14 Escolas Privadas, 01 Universidade Pública
Federal, 01 Universidade Privada e 02 Universidades Virtuais em sistema de
parcerias.
Segundo
a Lei 4.024/61, o Ensino Fundamental era estruturado da seguinte forma: o
primário (1ª a 4ª série), o exame admissional (quinto ano optativo) e o ginásio
(5ª a 8ª série) e, segundo a legislação vigente, os quatro últimos anos não
apresentavam um caráter de obrigatoriedade. Com a Lei 5692/71, estabeleceu-se a
obrigatoriedade do ensino para as crianças de
Em
No
Brasil, 31,4% da população tem até três anos de estudo, 15% estão entre os 8 e
10 anos, 14,0% estão entre os 11 e 14 anos e, somente 4,1% com mais de 15 anos.
Assim, podemos compreender o esforço da nação nas últimas décadas, em suprir
essas lacunas no nível fundamental, não só visando erradicar o analfabetismo,
como também afastar o fantasma do analfabetismo funcional, implantando ações
para evitar a repetência e a evasão escolar.
No
Brasil, até 1991, somente 79,42% das crianças entre
CRESCIMENTO NO ATENDIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL
QUEDA NO ÍNDICE DE ATRASO DE ESCOLARIZAÇÃO
Com
a criação do FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e Valorização do Magistério) em 1997, permitiu-se uma melhor
redistribuição dos recursos destinados ao ensino obrigatório e a implementação
de ações necessárias para sua melhoria,
como a qualificação do magistério e condições de elevação da taxa de
escolarização.
Em Corumbá, segundo o Censo Escolar, nos últimos três anos houve uma pequena queda no índice de alunos atendidos no Ensino Fundamental nas diferentes redes. Em 2003, o total de alunos matriculados no Ensino Fundamental foi de 20.962 alunos; em 2004, o total foi de 20.178 alunos; e em 2005, o total foi de 20.507 alunos.
Através
de dados do censo percebemos uma grande diferença entre o atendimento por rede,
nos últimos três anos. Na Rede Estadual, houve uma queda considerável no
atendimento: em 2003 foram atendidos 9.775 alunos; em 2004 foram atendidos
8.723 alunos e, em 2005 foram atendidos 8.124 alunos. Na Rede Municipal, houve
um crescimento considerável no atendimento: em 2003 foram atendidos 9.032
alunos, em 2004 foram atendidos 9.326 alunos e, em 2005 foram atendidos 10.238
alunos. Já na Rede Privada, houve uma pequena queda no atendimento: em 2003
foram atendidos 2.155 alunos, em 2004 foram atendidos 2.129 alunos e, em 2005
um ligeiro aumento, pois foram atendidos 2.145 alunos. Outro aspecto observado
é que a maior parte dos alunos atendidos na rede estadual, é matriculada de 5ª
a 8ª série e, nas redes privadas e municipais, a maioria dos alunos é
matriculada na 1ª a 4ª série.
Educação - Faixa de Fronteira
O
Município de Corumbá está situado em área de fronteira seca com a Bolívia,
facilitando o acesso da população do país vizinho a nossa cidade. O Município
presta atendimento escolar a alunos bolivianos e filhos destes com
nacionalidade brasileira.
A
fim de fortalecer a integração entre esses dois paises é necessário que se
estabeleça uma parceria visando melhorar o atendimento aos alunos bolivianos,
divulgando a sua história e cultura, para tanto é fundamental:
§ o
fortalecimento da língua espanhola a partir da 6ª série do Ensino Fundamental;
§ a
inclusão dos estudos fronteiriços nas diretrizes curriculares da Rede Municipal
de Ensino de Corumbá.
Diretrizes
A Constituição Brasileira e a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional 9.394 / 96 resguardam o Ensino Fundamental, pois
este é considerado como um direito
público subjetivo, dever do Estado e da família a sua garantia. Sua
universalização à instituição de políticas específicas
A universalização do Ensino Fundamental visa
determinar estratégias para instituir políticas específicas para atender os
educandos com necessidades educacionais especiais; as populações da zona rural,
urbana e populações indígenas, bem como
investir na qualificação e valorização dos professores que atuam nesta etapa da
educação básica.
Na construção do Plano Municipal de Educação em
Corumbá, foram eleitas como prioridades para esta unidade de ensino:
1. estreitamento
das relações entre escola, família e
sociedade, visando à melhoria no atendimento aos educandos, inclusive
por meio de projetos e programas;
2. investimento
em formação continuada para os profissionais do ensino fundamental, por meio de
programas e projetos;
3. provimento de
profissionais da educação nas escolas, conforme tipologia, conforme
tipologia;
4. garantia
de repasses financeiros suficientes às escolas públicas para aquisição de
materiais pedagógicos e equipamentos, com autonomia para a sua aplicação;
5. promoção
de programas educativos e preventivos
voltados ao combate à violência às
drogas, e doenças sexualmente
transmissíveis e, ao abuso sexual de
crianças e adolescentes;
6. adoção de avaliação educacional como mecanismo
para promoção da melhoria da qualidade
do ensino;
7. envolvimento
do ensino fundamental com os valores
culturais, étnicos e ambientais da região;
8. adequação
e melhoria do transporte escolar para atender os educandos da zona rural;
9. garantia
à comunidade escolar de acesso aos recursos tecnológicos e pedagógicos com
objetivos definidos;
10. comprometimento
das instituições escolares com a garantia dos direitos da criança e do
adolescente que estão estabelecidos no ECA – Estatuto da criança e do
Adolescente;
11. implementação
de políticas educacionais e organização curricular diferenciada para a educação
do campo;
12. adequação
do espaço físico das escolas para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais;
13. articulação
com instituições públicas e privadas de ensino superior para inserção de
conteúdos específicos sobre a educação especial nas formações continuadas e nos
cursos de formação de professores com o objetivo de melhorar o atendimento a
essa clientela;
14. implementação
de um currículo para a educação de jovens e adultos, uma capacitação para os
profissionais e, uma metodologia diferenciada e apropriada para o trabalho com
a clientela inserida nessa modalidade de ensino.
Objetivos
e Metas
O Plano Municipal de Educação tem por objetivos
e metas a serem alcançadas, elencados conforme pesquisas realizadas com toda a
sociedade do município:
reduzir as taxas de repetência e evasão
escolar por meio de programas de aceleração de aprendizagem e de recuperação
paralela mediante a garantia de uma metodologia diferenciada;
1. investir
em formação continuada para os docentes e funcionários ligados à educação;
2. investir
em mais equipamentos tecnológicos para atender professores, coordenadores e
educandos, como salas de informática, serviço de impressão de textos;
3. adaptar
os espaços físicos escolares para o atendimento dos educandos com necessidades
educacionais especiais, até 2010;
4. investimentos
em salas psicopedagógicas, já implantadas em duas escolas da rede municipal,
para atender melhor as Unidades
escolares;
5. desenvolver
os temas transversais como uma prática educativa integrada, contínua e
permanente;
6. implantar,
a partir de 2008, o ensino fundamental
em nove anos;
7. implantar,
até o ano de 2007, programas de participação da família na escola;
8. implantar
padrões adequados de infra-estrutura, incluindo espaços para prática de
esportes ( quadra coberta), espaço para refeitório e biblioteca, até o ano
2012;
5.3
- Ensino Médio
Em
2005, registrou-se a matrícula de 4110 alunos nessa etapa de ensino, sendo
3482 alunos na rede estadual e 628
alunos na rede privada, porém, observou-se uma tendência de leve decréscimo das
matrículas, no período de
|
MATRÍCULA INICIAL |
||||
|
DEPENDÊNCIA |
||||
|
ANO |
ESTADUAL |
MUNICIPAL |
PRIVADA |
TOTAL |
|
2003 |
3.489 |
65 |
619 |
4.173 |
|
2004 |
3.560 |
36 |
604 |
4.200 |
|
2005 |
3.482 |
0 |
628 |
4.110 |
Fonte:
MEC/Inep 2003/2005.
Analisando
os dados acima, verifica-se a predominância da rede estadual no atendimento ao
Ensino Médio, permanecendo um índice quase inalterado no número de matrículas.
Esta demanda caracteriza um reordenamento que se processa na organização da
educação, conforme determina a Constituição Federal de 1988 e a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação, que atribuiu aos Estados a responsabilidade
pela manutenção e desenvolvimento do Ensino Médio.
Em
Mato grosso do Sul, verifica – se, também, um leve decréscimo nas matrículas,
conforme demonstra o quadro abaixo, no mesmo período;
|
MATRÍCULA INICIAL |
||||||||
|
DEPENDÊNCIA |
||||||||
|
ANO |
ESTADUAL |
FEDERAL |
MUNICIPAL |
PRIVADA |
TOTAL |
|||
|
2003 |
86.105 |
436 |
89 |
15.555 |
102.185 |
|||
|
2004 |
86.321 |
450 |
75 |
15.704 |
102.555 |
|||
|
2005 |
84.195 |
426 |
137 |
15.103 |
99.861 |
|||
Fonte:
MEC/Inep-2005.
O
Censo Escolar de 2005 registrou um quantitativo de matrículas inferior ao ano
anterior, considerando a distribuição das matrículas por todas as etapas e
modalidades da Educação Básica. No Ensino Médio, a matrícula apresentou uma
variação negativa de 1,5% em comparação com o ano de 2004. O quadro abaixo apresenta
a evolução da matrícula por etapa/nível e modalidade de ensino de 2004 e 2005.
|
Etapa/Modalidade de Educação Básica |
2005 |
2004 |
Diferença: 2005-2004 |
Variação % à 2004. |
|
Educação Infantil |
7.205.013 |
6.903.763 |
301.250 |
4,4 |
|
Ensino Fundamental |
33.534.561 |
34.012.434 |
-477.873 |
-1,4 |
|
Ensino Médio |
9.031.302 |
9.169.357 |
-138.055 |
-1,5 |
|
EJA |
5.615.409 |
5.718.061 |
-102.652 |
-1,8 |
|
Educação Especial |
378.074 |
371.382 |
6.692 |
1,8 |
|
Educação Profissional |
707.263 |
676.093 |
31.170 |
4,6 |
|
Total |
56.471.622 |
56.851.090 |
-379.468 |
-0,7 |
Fonte: MEC/Inep.Censo Escolar
Este
comportamento das matrículas nas diferentes etapas/níveis e modalidades reflete
a melhoria no fluxo escolar, as variáveis demográficas e a priorização
estabelecida pelas políticas educacionais.
Segundo
dados do censo escolar da educação básica, no Ensino Médio, as taxas de
distorção idade-série, superam em 16,3% o ensino fundamental, ou seja, 46,3%
dos estudantes estão fora da faixa etária considerada adequada para cursar o
Ensino Médio.
Em
Corumbá, não é possível mensurar a demanda a ser atendida pelo Ensino Médio,
pois dados exatos não se encontram disponíveis, o que sinaliza a necessidade da
realização de um censo específico, ou uma pesquisa científica, a fim de
identificar a população a ser atendida nessa etapa de ensino e o
estabelecimento de propostas de políticas públicas de incentivo aos
adolescentes e jovens que, tendo concluído o Ensino Fundamental, possa
ingressar no Ensino Médio e prossiga os estudos.
Os
dados estatísticos levantados pelo Censo Demográfico de 2000, realizado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, apesar da
grande expansão da oferta de vagas pelas redes estaduais de ensino, temos um
contingente numeroso de jovens da faixa etária de
Com
base nos dados localizados, é possível verificar que a faixa etária de
Analisando
os dados acerca desses dois problemas fundamentais - a repetência e o abandono
escolar - pode-se perceber que as
proporções do abandono são bem maiores do que as da reprovação. Isso exige atenção especial no sentido de
viabilizar não só o acesso, mas também a permanência dos alunos até a conclusão
do ensino médio, garantindo a continuidade de sua preparação tanto pessoal
quanto profissional.
Uma das metas mais importantes do Plano Nacional de
Educação no que tange ao ensino médio é a garantia do acesso a todos aqueles
que concluem o ensino fundamental em idade regular, portanto, faz-se necessária
uma ação imediata que estenda a obrigatoriedade do ensino médio, e que se criem
condições para o oferecimento de vagas em decorrência da universalização e
regularização do fluxo de alunos do ensino fundamental.
Nesse
contexto, paralelo aos problemas existentes no ensino médio, o grande desafio
que se impõe, diante da crescente demanda que vem se apresentando, é a
expectativa de acesso à educação superior, que está longe de poder atender a
todos os que aspiram à universidade e continuar a exclusão de um enorme contingente
de egressos do ensino médio.
Nesse
sentido, o Ensino Médio deve ser planejado em consonância com as
características sociais, culturais e cognitivas do sujeito humano referencial
desta última etapa da Educação Básica: adolescentes, jovens e adultos. Cada um
desses tempos de vida tem a sua singularidade, como síntese do desenvolvimento
biológico e da experiência social condicionada historicamente. Por outro lado,
se a construção do conhecimento científico, tecnológico e cultural é também um
processo sócio-histórico, o ensino médio
pode configurar-se como um momento em que necessidades, interesses,
curiosidades e saberes diversos confrontam-se com os saberes sistematizados,
produzindo aprendizagens sociais e subjetivamente significativas. Num processo
educativo centrado no sujeito, o ensino médio deve abranger, portanto, todas as
dimensões da vida, possibilitando o desenvolvimento pleno das potencialidades
do educando.
É
preciso repensar o ensino médio na perspectiva interdisciplinar. Consideramos
importante que cada escola faça um retrato de si mesma, dos sujeitos e do meio social em que se insere, no sentido
de compreender sua própria cultura, identificando dimensões da realidade
motivadoras de uma proposta curricular coerente com os interesses e as necessidades
de seus alunos. Afinal, a escola faz parte do conjunto social em que está
inserida e deve se comprometer, também, com seus projetos. Sem nunca se esgotar
em si mesma, a dimensão local pode ser uma dimensão importante do planejamento
educacional, integrado a um projeto social comprometido com a melhoria da
qualidade de vida de toda a população.
Diretrizes
O
Ensino Médio previsto pela Lei Federal nº 9394/06, como terceira etapa da
Educação Básica, é o nível de ensino que apresentou um crescimento acelerado e
inesperado na última década, composto de concluintes do ensino fundamental e de
segmentos já inseridos no mercado de trabalho que buscam a escolarização como
recurso para a promoção de sua ascensão social e melhoria salarial.
A
Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e bases da Educação trouxeram a
garantia de “progressiva universalização do ensino médio gratuito”, deixando,
assim de ser preceito constitucional a obrigatoriedade dessa etapa de ensino.
A
Educação Básica tem por finalidade, segundo o artigo 22 da LDB, “desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania
e fornecer - lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.
Esta última finalidade deve ser desenvolvida de maneira precípua pelo ensino
médio, uma vez que entre as suas finalidades específicas incluem-se “a
preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando”, a ser
desenvolvida por um currículo, que destacará a educação tecnológica básica, a
compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo
histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como
instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania.
Nesse sentido, o ensino médio deve ser planejado em consonância com as
características sociais, culturais e cognitivas do sujeito humano referencial
desta última etapa da educação básica.
Durante
a elaboração do Plano Municipal de Educação surgiram as seguintes propostas:
1. estabelecer
parcerias com a Secretaria Estadual de Educação para ampliação de vagas no
ensino médio dentro da comunidade demandante, potencializando o uso dos espaços
da rede pública municipal, no turno da noite quando houver salas disponíveis,
assegurando a continuidade de estudos a todos os alunos que concluírem o ensino
fundamental, em qualquer forma de organização curricular com previsão de
recursos humanos e materiais pelo estado;
2. potencializar,
no ensino médio, a educação tecnológica como fenômeno histórico atual,
examinando as possibilidades concretas do mundo do trabalho, numa concepção de
escola que, tendo o trabalho como princípio educativo, una todos os aspectos da
formação humana, de forma a incluir os fundamentos científicos dos processos de
produção e seus aspectos práticos nos diferentes setores da economia;
3. ampliar
a oferta de educação de jovens e adultos
no ensino médio, respeitando o art.11, inciso v, da Lei de Diretrizes e Bases
de Educação Nacional;
4. garantir
a adaptação dos materiais e equipamentos através da extensão do atendimento de
salas multifuncionais para o ensino médio das escolas estaduais, possibilitando
o ingresso de alunos com necessidades educativas especiais nestas escolas;
5. promover
acessibilidade de comunicação através da língua de sinais em turmas específicas
de surdos ou com interpretes de Libras em turmas ouvintes, possibilitando o
ingresso de alunos surdos nestas escolas;
6. qualificar
e ampliar a política de acessibilidade do sistema de ensino, promovendo as
adaptações físicas, de comunicação e de currículo necessárias ao acesso e a
permanência de todos;
7. criar
propostas político-pedagógicas voltadas ao ensino técnico profissionalizante.
Objetivos
e Metas
1. ampliar,
de forma gradativa, a oferta de Educação de Jovens e Adultos no ensino médio, na rede pública , até o
final da vigência deste plano;
2. implantar
até o ano de 2010, padrões adequados de infra-estrutura para o ensino médio,
incluindo:
a. espaço,
iluminação, ventilação e insolação dos prédios escolares;
b. instalações
e condições para a manutenção da higiene em toda as unidades escolares;
c. espaços
para a prática da cultura corporal tais como: danças, esportes e outros (quadra
coberta, anfiteatro);
d. espaço
para biblioteca:
e. instalação
para laboratório de ciências e informática, assegurando a rede de comunicação
mundial;
f. adaptação
dos edifícios escolares para atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais;
g. atualização
e ampliação do acervo das bibliotecas incluindo material de apoio ao professor
e aos alunos;
h. equipamento
didático-pedagógico de apoio ao trabalho em sala de aula;
i. instalação
de serviço de impressão de texto.
3. melhorar
o aproveitamento dos alunos do ensino médio, de forma atingir níveis
satisfatórios de desempenho, definidos e avaliados pelo Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica (SAEB), pelo Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM).
4. impedir
o funcionamento de novas escolas que não atendam os padrões mínimos
estabelecidos;
5. adotar,
no prazo de um ano, medidas que garantam a expansão de oferta do ensino médio,
sem prejuízo do ensino fundamental;
6. definir
e implantar programas de capacitação continuada para professores do ensino
médio;
7. criar,
a partir da vigência deste plano, condições para implementação com envolvimento
da comunidade escolar e da família, de projetos e programas no ensino médio,
voltados para a erradicação da violência, prevenção ao uso indevido de drogas,
prostituição e discriminação;
8. estabelecer
critérios para as parcerias entre escolas e instituições, no desenvolvimento da
proposta pedagógica;
9. adotar
medidas para a universalização progressiva das redes de comunicação, visando à
melhoria do ensino e da aprendizagem;
10. adotar
medidas para ampliar a oferta de vagas escolares, nos turnos diurno e noturno,
de modo a garantir o atendimento adequado inclusive dos alunos que trabalham;
11. proceder
a revisão da organização didático-pedagógica e administrativa do ensino
noturno, de forma adequá-lo às necessidades do aluno que trabalha, sem prejuízo
da qualidade do ensino;
12. criar
mecanismos para a redução dos índices de repetência e evasão escolar;
13. organizar
e adequar o ensino médio às necessidades da população do campo, por meio de
metodologias que contemplem a formação integral do aluno e promover sua fixação
no campo, aumentando, anualmente a oferta de vagas;
14. oferecer
educação de jovens e adultos para a população do campo, com critérios
diferenciados em relação ao número mínimo de alunos por turmas;
15. ampliar
o tempo de permanência do aluno na escola;
16. estabelecer
e consolidar, a partir da vigência deste plano, parcerias com entidades e ou
instituições, visando ao atendimento das pessoas com necessidades educativas
especiais;
17. desenvolver
ações de qualificação continuada do profissional da educação, objetivando a
melhoria da qualidade de ensino, inclusive, por meio de parcerias com
instituições de ensino superior;
18. favorecer
política de implementação de merenda
escolar no ensino médio, rede pública de ensino;
19. promover
a articulação entre as áreas de conhecimento do ensino médio, para a
valorização de diversidade étnica, cultural, ambiental e social;
20. produzir
e disponibilizar referenciais curriculares voltados às diferentes realidades
regionais e especificidades de Mato Grosso do Sul e, também aos conhecimentos
historicamente sistematizados pela humanidade;
21. apoiar
e incentivar as organizações estudantis, como espaço de participação e
exercício da cidadania;
22. garantir
que a Educação Ambiental, tratada como tema transversal, seja desenvolvida como
prática educativa integrada, contínua e permanente;
23. observar, no que diz respeito ao ensino médio, as metas estabelecidas referentes à formação de professores, financiamento e gestão e ensino a distância.
5.4- Educação Superior
Diagnóstico
De
acordo com a Constituição Brasileira, a educação superior é de responsabilidade
da União, podendo delegar aos Estados e Distrito Federal a regularização do referido nível de
ensino.
A
educação superior no Brasil se estabeleceu a partir de 1808 com a chegada da
família real, porém a primeira
universidade brasileira foi criada somente em 1820 por Dom João VI.
Atualmente,
o Brasil ocupa, na América Latina, um
dos mais baixos índices de acesso à educação superior. Essa posição vem se modificando devido à abertura de novos
cursos superiores no país, mas a maioria das vagas estão concentradas em
universidades particulares . A tabela demonstra a evolução das matrículas no
período entre
|
ANO |
TOTAL |
FEDERAL |
ESTADUAL |
MUNICIPAL |
TOTAL PÚBLICAS |
% PÚBLICA |
|
1980 |
1.377.266 |
316.715 |
109.252 |
66.265 |
492.232 |
35,74% |
|
1998 |
2.125.958 |
408.640 |
274.934 |
121.155 |
804.729 |
37,85
% |
|
2001 |
3.030.754 |
502.960 |
357.015 |
79.250 |
939.225 |
30,99% |
|
ANO |
PARTICULAR |
% PARTICULAR |
|
1980 |
885.054 |
64,26% |
|
1998 |
1.321.229 |
62,15% |
|
2001 |
2.091.529 |
69,01% |
Até
o ano de 1997, existia, no município de Corumbá, apenas a Universidade Federal
do Mato Grosso do Sul - Campus Pantanal.
A
partir do ano 1998, foi criado o
Instituto de Ensino Superior do Pantanal
– IESPAN, oferecendo os cursos de Zootecnia, Turismo, Ciências Econômicas e Direito. No ano de
Em
Quanto aos cursos oferecidos pela Universidade Federal, constatou-se a predominância dos cursos de formação de professores. Já nas universidades particulares percebe-se uma predominância da formação de Profissionais liberais, voltados as exigências do mercado de trabalho, como a área de administração ( de empresa e marketing ), Economia, Turismo e Direito.
Diretrizes
O
desenvolvimento socioeconômico de um País está diretamente ligado à proporção
de seu sistema de educação superior. Por isso, devido ao quadro já traçado
anteriormente faz-se necessário o desenvolvimento cientifico, tecnológico e o
investimento na pesquisa. Essas medidas talvez possam auxiliar na solução dos
problemas enfrentados pelo ensino superior.
A
diretriz maior do Plano Nacional de Educação é de proporcionar autonomia
universitária para o bom desempenho
desse segmento, pois o papel da educação superior é de produzir e divulgar conhecimentos para fundamentar a educação
básica, além de formar seus professores.
Para
atender aos grandes parâmetros nacionais, o município de Corumbá priorizou,as
seguintes diretrizes:
1. qualificação
profissional e tecnológica dos docentes e técnicos administrativos atuantes na educação
superior;
2. implementação
da infra-estrutura das instituições de ensino superior público para o
desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão;
3. criação
de mecanismo de inclusão que a garanta à
população de baixa renda e às minorias, vítimas de discriminação,
condições de acesso e permanência na educação superior;
4. estabelecimento de parcerias entre as instituições de educação superior e os setores produtivos, com vistas ao desenvolvimento do município.
Objetivos e Metas
O
município de Corumbá tem por objetivos e
metas:
1. diversificar o curso de graduação e
pós-graduação nas modalidades: à distância, seqüencial e modular;
2. propiciar cursos de licenciaturas, em
parcerias com os municípios que ofereçam condições de estrutura física ,
operacional e de contra partida , atender , até 2009 , a demanda real;
3. implantar ou implementar até 2009,
infra-estrutura necessária ao oferecimento de cursos que utilizem as novas
tecnologias da informação e da comunicação, de forma a possibilitar a
realização de pesquisa voltadas às necessidades
especificas da região, por meio de parceria entre as instituições de ensino
superior, Secretaria de Estado de Educação e Prefeitura Municipal;
4. identificar as potencialidades locais, para
incentivar a qualificação profissional
regionalizada de 30% da demanda até 2010, visado ao desenvolvimento
socioeconômico ético e responsável do
município ;
5. desenvolver até 2010, na educação superior,
mecanismos de inclusão social que levem a diminuição das desigualdades sociais,
culturais e econômicas;
6. desenvolver mecanismos de acesso e permanência
na educação superior das pessoas sujeitas à marginalidade social,
discriminação racial e étnica e as com
necessidades educacionais especiais;
7. ampliar programas e modalidades de bolsa
moradia, alimentação e trabalho em programa de ensino, pesquisa e extensão, nas
instituições de educação superior, para garantir acesso e permanência dos
alunos de baixa renda, tendo com contrapartida dos beneficiados a prestação
para própria instituição ou para atendimento de demandas sociais;
8. valorizar e fortalecer a educação básica por
meio da melhoria e ampliação do ensino público gratuito em todos os níveis, de
forma a favorecer o ingresso na educação superior;
9. buscar
articulação juntos às IES para utilização da educação a distância ( EAD ) na
educação continuada;
10.
promover
a inclusão nas diretrizes curriculares, dos cursos de formação de
docentes, de temas relacionados à problemática e peculiaridades do município;
11.
promover
o aumento do número de mestres e doutores no município;
12. incentivar a disseminação da prática de pesquisa em educação e áreas afins, com aspecto integrante e modernizada do processo ensino e aprendizagem na rede de ensino.
5.5
- Educação Indígena
Diagnóstico
Até
1988, os índios eram considerados categoria social em vias de extinção. Com a
Constituição Federal desse mesmo ano, os índios passam a ser respeitados como
grupos étnicos diferenciados com direito a manter sua organização social,
costumes, línguas, crenças e tradições (art. 231).
Com
o advento do Decreto Federal nº26, de
A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da educação
Nacional- com a Resolução CNE/CEB nº3 de 1999, criou a
categoria “escola indígena”, e o Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei
Federal n°10.172, de 2001, dentre outras, têm abordado o direito dos povos
indígenas a uma educação diferenciada, pautada pelo direito à aprendizagem nas
línguas indígenas, pela valorização dos conhecimentos e saberes milenares
desses povos e pela formação dos próprios índios para atuarem como docentes em
suas comunidades.
No
Estado de Mato Grosso do Sul, concentra-se a segunda maior população indígena do país com 53.900
pessoas, destas, 42.227 residem em áreas indígenas e 11.672, em centros
urbanos.
Dentre
os povos indígenas deste Estado, destacam-se, em nosso município, os Guatós, comunidade
esta que foi supostamente considerada extinta por volta de 1980.
Posteriormente foi localizado um grupo
expressivo de pessoas, vivendo na cidade de Corumbá, sem que tivessem a sua
identidade de indígena reconhecida. Aliás, dadas às suas características
físicas e particularmente o tom moreno forte da sua pele, o Guató pode
passar-se por mulato. Como a população negra da cidade branca é significativa,
não seria desarrazoado supor que deliberadamente, estas pessoas camuflaram a
sua condição de indígena, misturado-se àqueles mestiços, de modo a ter
facilitada a sua vida na cidade. Por isso que, em 80, contavam apenas quatorze
Guató. Foi com certeza uma estratégia de sobrevivência utilizada quando ser
índio era mais difícil do que ser qualquer outro grupo não branco.Por outro
lado, no momento em que a sociedade sul-mato-grossense discute sobre a questão indígena, quando os
povos indígenas criam a União das Nações Indígenas – UNI - são lançados meios
para se rever a estratégia da camuflagem.
Hoje a etnia Guató situa-se na Ilha de Insua
ou Bela Vista - terra que tinha sido ocupada pelo exército brasileiro e por
isso foi mais fácil a retomada desse território memorial. Assim, muitos dos
Guatós, que antes estavam em Corumbá, dirigiram-se para a ilha fluvial do Rio
Paraguai, situada no extremo Noroeste, limite com Mato Grosso e Bolívia, e,
hoje, conta-se cerca de 500 pessoas dessa etnia.
Os
Guatós - etnia de origem nômade, língua do Tronco Macro – Jê, conhecidos como
canoeiros do Pantanal, conseguiram recriar sua aldeia que foi homologada como
terra indígena em 08/02/2003, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Após
a retomada da Ilha, cacique, liderança e demais membros buscaram apoio para
combater o preconceito, manter a sua identidade cultural, aproveitar os
recursos naturais e conservar a biodiversidade da Ilha.
O
atendimento educacional a essa comunidade indígena funciona de acordo com as
normas estabelecidas para os sistemas estadual e municipal de ensino, desde
2003, quando foi criada com o nome de Escola Indígena João Quirino de Carvalho.
“Toghopanão” com sede no município de Corumbá – MS- Aldeia Uberaba Ilha de
Insuã pelo decreto nº. 11.671, 3 de agosto de 2004.
A
Proposta Político Pedagógica da escola está sendo construída com discussões de
colaboradores indígenas, não indígenas e colaboradores que atuam na educação
indígena com atribuições e enriquecimento da comunidade Guató.
Foi
identificada, também, no município de Corumbá, a etnia Kamba, mas esta, ainda
não foi reconhecida pela FUNAI.
Diretrizes
A
população Indígena consultada por meio de seus legítimos representantes e comunidade escolar, durante
o processo de elaboração do Plano Municipal de Educação e a partir de
referencias postas nacionalmente elegeu para a educação indígena, no município
de Corumbá, as seguintes diretrizes:
garantia
da formação e qualificação continuada para professores e técnicos
administrativos que atuem em escolas indígenas,
e em todas as áreas do conhecimento, dentro ou fora do município;
garantir
de recursos financeiros para ampliação do espaço físico escolar, inclusive
dormitórios e salas de educação infantil, e para aquisição de equipamentos
eletrônicos, rede de informação e laboratório de informática.
garantia do desenvolvimento dos temas
transversais como uma prática educativa integrada, contínua e permanente;
garantia
da formação técnico-profissional para aqueles que terminam o ensino
fundamental, através de convênios e parcerias com outros órgãos ou entidades;
Garantia
de recursos financeiros para aquisição de alimentação escolar que atenda os
alunos que vivem em regime de internato na escola;
implantação e implementação de projetos e
programas educativos voltados ao aproveitamento de recursos naturais
disponíveis nas áreas indígenas tais
como: folhas do acuri, do camalote entre outros e ao desenvolvimento do eco
turismo;
Objetivos
e metas
1. Propiciar a capacitação dos
recursos humanos das etnias para atuarem na própria comunidade, a partir de
2007;
2. Elaborar e implantar projetos em conjunto com o Governo do Estado,
que assegurem uma complementação na merenda escolar atendendo as necessidades
específicas da região.
3. Elaborar e implantar, até o
ano de 2008, projetos para captação de recursos financeiros com Vistas à
aquisição de materiais bibliográficos, equipamentos de informática e
capacitação de recursos humanos;
4.
Assegurar o sistema de parcerias para a implantação das séries finais do ensino
fundamental (5ª a 8ª série entre o Governo Municipal, Estadual e Federal,
respeitando seus modos de vida, suas visões de mundo e as situações
sociolingüísticas específicas por elas vivenciadas);
5.
Proporcionar em regime de parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do
Sul, Prefeitura Municipal de Corumbá e Ministério da Educação/ SECAD, formação
e qualificação profissional aos professores índios e não índios que atendem a
etnia Guató, efetivando de fato os anseios da comunidade elencados no projeto
político pedagógico da unidade escolar indígena amparada pelo Decreto Federal
nº 26, de 1991, em consonância com a LDBEN 9394/96, art.23, 36, 78 e 79 e pela
Convenção nº 169 da OIT sobre os povos indígenas e tribais – parte VI- Educação
e Meios de Comunicação – art. 27, homologada pelo Decreto Federal nº 5051, de
19/4/2004;
6.
Subsidiar com recursos financeiros as ações pedagógicas e culturais integradas
referentes à valorização da cultura Guató juntamente com a oferta de ensino
multilingüe, intercultural e multidisciplinar como prevê a Resolução CEB nº 03,
de 10/11/1999;
7.
Viabilizar junto ao MEC recursos financeiros necessários para a publicação de
Almanaque da etnia Guató e materiais didático-pedagógicos e literários (LDBEN,
art.79 – parágrafo 2º item IV);
8.
Criar mecanismos para a disponibilização de espaço físico adequado para o
atendimento aos alunos em tempo integral – Convenção nº 169 da OIT – art. 27,
item 3;. Criar um fundo suplementar em nível municipal para a complementação
alimentar dos índios Guatós em idade escolar que recebem atendimento
educacional em tempo integral;
9.
Encaminhar em regime de parceria Governo do Estado de MS e Prefeitura
Municipal um projeto de lei para a Assembléia legislativa e Câmara Municipal
que favoreça a criação da categoria de piloteiros dentro da estrutura
governamental dos dois sistemas de governo para que possa atender as unidades
escolares ribeirinhas e a comunidade Guató no que se refere ao transporte
escolar dos alunos devidamente matriculados nos dois sistemas de ensino
público;
10.
Implementar as políticas públicas existentes, voltadas ao atendimento aos
índios, melhorando as condições de vida e de trabalho e do nível de saúde e
educação dessa etnia, através de projetos especiais de desenvolvimento das
regiões onde eles moram;
11.
Apoiar a
reorganização em médio prazo em parceria com outras instituições para implementar
o ensino médio como política pública com capacitação profissional, que atenda
as demandas da Aldeia Uberaba.
12.
Promover
a correta e ampla informação da população de Corumbá, sobre a cultura indígena,
como meio de combater o desconhecimento, a intolerância e o preconceito em
relação a essa população.
13.
Elaboração de material didático-pedagógico
específico, respeitando as diversidades étnicas dos povos indígenas.
14.
Implantar o sistema de avaliação interna da
escola com vista à melhoria de sua gestão.
15.
Garantir
calendário escolar específico para atividades sócio-culturais da etnia, a
partir do ano de 2007.
5.6 - Educação do Campo
Diagnóstico
A Educação do Campo, tratada
como educação rural na legislação brasileira, tem um significado que incorpora
os espaços da floresta, da pecuária, das minas e da agricultura, mas ultrapassa
ao acolher em si os espaços pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos e extrativistas.
O Campo, nesse sentido, mais do que um perímetro não urbano é um campo de
possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção
das condições da existência social e com as realizações da sociedade humana.
Assim focalizada, a compreensão de campo não se identifica com o tom de
nostalgia de um passado rural de abundância e felicidade que perpassa parte da
literatura, posição que subestima a evidência dos conflitos que mobilizam as
forças econômicas, sociais e políticas em torno da posse da terra no País.
Os povos do campo têm uma raiz
cultural própria, um jeito de viver e trabalhar distinto daquele do mundo
urbano, o que inclui diferentes maneiras de ver o tempo, o espaço, o meio
ambiente, e de se relacionar com eles. São diferentes também seus modos de
viver e de organizar a família, a comunidade, o trabalho e a educação. Nestes
processos, em que produzem sua existência, vão também se produzindo como seres
humanos.
A Educação, enquanto
organizadora e produtora de um povo e enquanto produzida por uma cultura – a
cultura do campo, não pode permanecer seguindo a lógica da exclusão do direito
à educação de qualidade para todos e todas. A educação recria o campo porque
através dela se renovam os valores e as atitudes, os conhecimentos e as
práticas de pertença à terra. Ela instiga a recriação da identidade dos
sujeitos na luta e, em luta pela terra como um direito social do campo buscando
saídas e alternativas ao modelo de desenvolvimento rural.
Embora tenha havido um
decréscimo da população rural entre 1991 e 2000, em termos relativos, a
tendência, nos últimos anos, com a multiplicação de assentamentos oficiais, a
determinação dos sem terra, além de movimentos de interiorização das populações
metropolitanas, é de uma retomada do crescimento absoluto dos residentes no
campo.
Pode-se falar de um rural do
entorno de Corumbá que compreende os pescadores e comunidades ribeirinhos,
agricultores, familiares tradicionais dos distritos de Porto Esperança,
Paiaguás, Nhecolândia, Albuquerque e Assentados.
Segundo dados oficiais do
IDATERRA/ em Corumbá, os assentamentos são: Paiolzinho com 70(setenta) famílias;
Taquaral, com trezentos e noventa e quatro famílias; Tamarineiro com 134(cento
e trinta e quatro) famílias; Tamarineiro II, com trezentos e dezenove famílias;
Urucum, com oitenta e sete famílias, e Mato Grande ,cinqüenta famílias.
Um dos grandes desafios do
município, no setor educacional, é o atendimento ao meio rural, dada à grande
proporção territorial e à diversidade da população oriunda de assentamentos, comunidades
pesqueiras, pequenos agricultores centrados em pequenas colônias, fazendas e distritos.
Neste sentido, em nível
nacional, houve a construção de referências para uma política de Educação do
Campo, a partir da Resolução nº. 1/2002 do CNE/CEB, que fixou as Diretrizes
Operacionais para a Educação Básica nas escolas do campo. Cabe ressaltar ainda
que o Ministério da Educação e Cultura
criou um Grupo Permanente de Trabalho de Educação do Campo e está em fase de
implantação uma Coordenação da Educação do Campo .
No Estado de Mato Grosso do
Sul, na Secretaria de Estado, foi instituída uma equipe responsável pela
Educação Básica do Campo SED/MS e na Secretaria Municipal de Educação o Núcleo
de Educação do Campo, para atendimento exclusivo à Educação do Campo. Estas
medidas se colocam como um marco na história da educação do Estado, da nossa cidade
e também do país, uma vez que as demandas do campo e a sua especificidade foram
pouco consideradas nas políticas públicas.
O acesso a essas comunidades
camponesas localizadas nas regiões do pantanal só é possível através de barcos,
canoas de um pau só, chalana, lancha e helicóptero.A oferta de ensino a essas
comunidades é apenas nas séries iniciais em salas multisseriadas.
Nas áreas mais próximas do
município, a clientela escolar é atendida em escolas pólos, centradas na
própria comunidade com oferta na Educação Básica, nas Modalidades de Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos. Em algumas escolas
já é feito o trabalho com disciplinas diferenciadas como horticultura e
piscicultura.
A educação rural do município
de Corumbá, no ano de 2.005(Censo Escolar), é representada pela Rede Municipal
de Ensino em seis escolas pólos e 25 extensões, atendendo aproximadamente uns
2.251 alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Com um total de 64
salas de aula e na Rede Estadual de Ensino com duas extensões onde funciona o
ensino médio com 240 alunos matriculados.
Analisando o número de
estabelecimentos e o número de matrículas do ensino fundamental e médio, foi
possível observar que o fluxo escolar da área rural é resultado da política de
atendimento com o apoio do transporte escolar.
A política de transporte é oferecida pelo Poder Público e possibilita a garantia da educação básica em
todos os níveis e modalidades em escolas do campo. Cabe ressaltar que embora
haja o atendimento, precisa aumentar a frota para assegurar as condições de transporte escolar
de qualidade para os alunos e profissionais da educação, no âmbito do meio
rural, para as escolas do campo.
Embora o diagnóstico apresente
uma realidade preocupante que demonstra falta de interesse
por questões ligadas à educação do campo pelas Universidades e pelas
políticas públicas, constata-se que algumas mudanças já estão acontecendo,
fruto da organização e luta dos
movimentos sociais do campo, que vêm afirmando o direito dos povos do campo à
educação e à escolarização em todos os níveis de ensino. Uma educação que
aconteça no lugar onde os povos do campo vivem e com uma proposta construída
com sua participação, vinculada a sua história, à cultura e à realidade, sem
perder de vista os saberes universais historicamente construídos.
Nesta perspectiva, é que se
vem construindo uma identidade da educação do campo, com as reflexões a partir
da prática social, em especial nos assentamentos, na agricultura familiar, nos
acampamentos, discutindo com pesqueiros, peões, assentados, catadores de iscas
e as diferentes organizações e movimentos sociais no campo. Esse contato tem
contribuído para um referencial teórico-metodológico, que aponta para uma
política pública, que contemple a educação dos sujeitos do campo, e força os
governos para adoção de políticas que
atendam essa realidade.
Um outro dado importante diz
respeito à situação dos educadores e educadoras do campo, no município de
Corumbá, em relação ao nível de escolaridade dos que atuam no ensino
fundamental. 95% desses professores
apresentam formação superior, reforçando a questão da igualdade entre a
educação básica oferecida à população da zona rural e da zona urbana.
Por último, cabe falar num
rural mais difuso, embora talvez muito mais extenso e abrangente que é o rural
do crescimento e das exigências. Para tanto, requer que as experiências
construídas pelas organizações e movimentos sociais, muitas vezes à margem do
sistema, se constituam como referencias. Neste sentido, pode-se destacar em
nível nacional a pedagogia da
alternância ,assumida por diversas entidades(casas familiares, rurais; escolas, família agrícola, Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra, entre outras e a discussão e estabelecimento de ações para a superação
dos problemas relativos à educação do campo.
O campo tem a sua
especificidade nos aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos, de
gênero, e etnia, que deve ser respeitada e valorizada. Para tanto, é
imprescindível que seja elaborada a proposta pedagógica, cumprindo o
estabelecido nos Artigos 23,26 e 28 da Lei 9.394, de 1996.
Diretrizes
A identidade da educação do
campo vem sendo construída na luta por políticas públicas que assegurem aos
povos do campo o direito à educação, colocando-se como parte de um debate mais
amplo que implica na discussão de um projeto, de desenvolvimento para o campo.
Como parte da política de
revalorização do campo, a educação é entendida no âmbito governamental como uma
ação estratégica para a emancipação e cidadania de todos os sujeitos que vivem
no campo, e pode, por meio dela, colaborar com a formação das crianças, jovens
e adultos para o desenvolvimento sustentável regional e nacional. De acordo com
esse pensamento e, após receber os diferentes movimentos sociais que se
preocupam com a Educação do Campo, o Ministério da Educação institui um Grupo
Permanente de Trabalho para tratar da questão da educação do campo, cuja missão
é reunir os movimentos sociais e as instâncias oficiais com o objetivo de discutir
e definir as políticas que efetivamente atendam as necessidades educacionais e
seja um instrumento para o desenvolvimento sustentável do Campo no Brasil.
Assim, é fundamental a consideração da riqueza de conhecimentos que essa
população traz de suas experiências cotidianas.
É imprescindível que o
município reconheça sua identidade rural, tanto nos aspectos culturais, quanto
nos econômicos, redefinindo, através de censo educacional, as escolas rurais e
urbanas. Assim, o currículo das escolas das diferentes esferas que atuam no
município deverá contemplar a identidade rural de Corumbá, e a proposta
curricular oferecida aos alunos do campo deve contemplar suas necessidades de
inserção no desenvolvimento rural sustentável e solidário.
De antemão, é interessante
destacar a adoção de uma ação pedagógica que trabalhe as políticas públicas de
educação no Município de Corumbá, na perspectiva da cidadania plena, que
destine recursos públicos para a capacitação dos trabalhadores rurais e da
educação e que valorize as experiências do próprio município. Ao mesmo tempo,
há que se garantir que os recursos sejam utilizados em benefício dos
trabalhadores do campo e dos educadores
Objetivos
e Metas
1.
Universalizar o acesso à Educação Básica
e fixar nela a população que vive no
campo sem distinção de área geográfica e garantir formas diferenciadas de
desenvolver todas as etapas, com especificidades ao público alvo, quais sejam:
Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação a
Distância e Educação Profissional, no prazo de 02 anos, a partir da implantação
deste plano;
2.
Definir
metas de colaboração entre os entes Federativos de forma a acelerar o processo
de implementação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas
do Campo (Resolução CNE / CEB n. º 05/02) no prazo de dois anos;
3.
Estabelecer mecanismos que garantam, pelo
poder publico, o cumprimento dos Artigos 14 e 15 da Resolução CNE / CEB n. º
01/02, nas escolas do campo;
4.
Capacitar, permanentemente, educadores e
educadoras, para atuar na Educação do Campo, através das instituições públicas
e com financiamento garantido, a partir da implantação do Plano Municipal de
Educação;
5.
O
Município deve assumir a promoção de políticas de formação dos educadores, com
programas adequados às necessidades dos sujeitos sociais do campo, respeitando
as características regionais, inclusive articulando parcerias com Universidades
para formação por áreas de conhecimento, no prazo de dois anos;
6.
Promover
encontros com as universidades, movimentos sociais, visando à inclusão da
temática da Educação do Campo nos cursos de nível superior das áreas da
Educação (Pedagogia e Licenciaturas), bem como de outros que estejam vinculados
direta ou indiretamente à realidade do campo, no prazo de dois anos;
7.
Fomentar
ações inter-institucionais entre órgãos públicos e Universidades Públicas para
garantir a pesquisa, a sistematização e a socialização da experiência e estudos
acerca da Educação do Campo, no sentido de viabilizar a resolução de problemas
da educação e da sustentabilidade dos povos, no prazo de dois anos;
8.
Implementar recursos tecnológicos nas escolas
do campo (TV, DVD, Antena Parabólica, Salas de Informática, Internet, etc...)
bem como, bibliotecas e equipamentos / materiais que possibilitem atividades
pedagógicas, culturais, artísticas, de esporte e de lazer, no prazo de dois
anos;
9.
Assegurar que, a partir do primeiro ano de
vigência deste plano, as escolas do campo disponham de meios eficazes para a
realização de um trabalho pedagógico de qualidade social, no que se referem aos
recursos humanos, físicos e didáticos;
10.
Assegurar a inclusão no projeto pedagógico das
Unidades Escolares, do atendimento às necessidades educacionais especiais de
seus alunos, definindo os recursos disponíveis e oferecendo formação em serviço
aos professores em exercício;
11.
Implantar, gradativamente e mediante
parcerias, projetos de formação profissional para o trabalho no campo, em todas
as escolas rurais do município, para atender adolescentes, jovens e adultos,
levando em conta as peculiaridades e potencialidades da atividade agrícola da
região, de acordo com os artigos 4º e 5º da Resolução CNE / CEB, n.2002;
12.
Estabelecer parcerias junto aos Ministérios
afins, entidades publicas e não governamentais, para a oferta de cursos básicos
de formação profissional aos jovens e trabalhadores do meio rural, visando ao
desenvolvimento de experiências de escolarização básica e de formação
profissional, sem prejuízo de outras exigências que poderão ser acrescidas pelo
sistema Municipal de Educação;
13.
Estabelecer, em um ano, um sistema de
informações completas e fidedignas sobre a população rural a ser atendida pela
educação por meio do censo educacional e dos censos populacionais.
14.
Implantar, gradativamente, a partir do
primeiro ano deste plano, identificação e atendimento aos alunos com altas
habilidades nas áreas artísticas, intelectual ou psicomotora;
15.
Garantir
a gestão democrática das escolas do campo, constituindo mecanismos que
possibilitem estabelecer relações entre a escola, a comunidade local, os
movimentos sociais, os órgãos normativos do sistema de ensino e os demais
setores da sociedade, de forma a favorecer a melhoria da qualidade social da
educação do campo;
16.
Implementar a organização dos Conselhos
Escolares Rurais e assegurar a participação de representantes de entidades de
classe dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Conselho Municipal de
Educação;
17.
Estabelecer mecanismos de forma a garantir às
escolas do campo o direito de dotação orçamentária diferenciada na LDO,
provendo as mesmas, com padrões de infra – estrutura compatível com as
realidades locais, incluindo:
a) sistema
de tratamento de água, inclusive com perfuração de poços artesianos;
b) sistema
de energia elétrica (placas fotovoltaicas, geradores de energia a diesel, etc.);
c) sistema
de comunicação (rádios transmissores, telefonia celulares, etc.);
d) espaços
físicos adequados a diferentes formas de organização de estudos (regime de alojamento para alunos e professores);
e. condições
sanitárias e higiene.
18.
Organizar as escolas de acordo com a realidade
do campo, flexível às suas demandas, adequando calendário escolar, conteúdos
curriculares, metodologias, materiais didáticos pedagógicos e novas modalidades
de educação, cumprindo o Art. 28 da L.D.B. n.º 9394/96 e a Art. 7º das
Diretrizes Operacionais para a Educação do Campo, no prazo de um ano, a partir
da implantação do Plano Municipal de Educação;
19.
Ampliar
a oferta das séries finais do Ensino Fundamental às comunidades que residem em
áreas de difícil acesso, no prazo de um ano.
20.
Transformar progressivamente as escolas uni
docentes, em mais de um professor, levando em consideração as realidades e as
necessidades pedagógicas e de aprendizagem dos alunos, no prazo de dois anos;
21.
Assegurar, no prazo de dois anos, a oferta de
cursos equivalentes às quatro séries finais do Ensino Fundamental para toda a
população de 15 anos ou mais que
concluiu as quatro séries finais;
22.
Garantir
transporte escolar terrestre e aquático com qualidade nas escolas do campo e, a
todos os alunos, inclusive com as adaptações necessárias aos que apresentarem
dificuldades de locomoção, durante todo o ano letivo, conforme calendário, em
todos os níveis e modalidade de ensino, de modo que nenhuma criança ou jovem
dispenda mais de uma hora no trajeto entre a sua residência e a escola, no prazo
de dois anos;
23.
Estabelecer o custo / aluno / ano diferenciado
para escolas rurais em conformidade com a Lei 9424 / 96 (FUNDEF – Art.2,
parágrafo 2, inciso I0), no prazo de dois anos;
24.
Implementar a avaliação institucional, com
base na proposta pedagógica da instituição escolar e de seus impactos sobre a
qualidade da vida individual e coletiva, tendo como principio o controle da
qualidade da educação escolar, mediante efetiva participação da comunidade do
campo;
25.
Garantir, no âmbito da SMEC, a criação do Núcleo
de Educação do Campo e do Grupo Permanente de Trabalho (GPT) com participação
dos movimentos sociais para implementação de propostas de educação do campo em
todos os níveis, no prazo de um ano;
26.
Garantir, através de parcerias, os recursos
financeiros para a elaboração, publicação, distribuição e avaliação de
materiais didáticos e projetos pedagógicos específicos dos sujeitos do campo,
no prazo de dois anos;
27.
Garantir
a complementação da cota referente ao custeio do aluno da Educação Básica no
Campo, levando em conta os recursos e serviços que garantam a qualidade social
da educação destinada às comunidades, principalmente nas regiões de difícil
acesso, inclusive com merenda escolar, no prazo de um ano;
28.
Adaptar
programas do Ministério da Educação de auxilio ao desenvolvimento da educação
já existente, como transporte escolar; livro didático, biblioteca escolar;
merenda escolar; TV escola, de forma a contemplar a especificidade da educação
do campo, quer em termos do contingente escolar; quer quanto a seus objetivos e
necessidades, assegurando o fornecimento desses benefícios às escolas;
29.
Articular parcerias de modo a utilizar canais
educativos televisivos e radiofônicos, assim como redes telemáticas de
educação, para disseminação de programas culturais e educativos, assegurando às
escolas e comunidade condições básicas de acesso a estes meios;
30.
Oferecer
à população rural programas de formação a distância para a educação de Jovens e
Adultos, com especial consideração para potencial dos canais radiofônicos;
31.
Implantar, num prazo de dois anos, uma
política de expansão que assegure, na educação do campo, a universalização do
atendimento à demanda de pré-escola (
32.
Reforçar
o projeto político pedagógico,
considerando que ele é a própria expressão da organização educativa da escola.
Essa organização deve orientar-se pelos princípios democráticos e
participativos em todos os níveis;
33.
Organizar um sistema de informação
estatísticas e de divulgação das avaliações da política e dos resultados das
ações político-pedagógicos nas instituições escolares;
34.
Implantação no município de uma política mais
abrangente, que envolvam a saúde, a nutrição, a educação, a moradia, o trabalho
e o emprego, a renda e os espaços sociais de convivência, cultura e lazer, nas
comunidades rurais consideradas áreas de risco;
35.
Garantir
a Educação do Campo, enquanto política, visando ao seu próprio desenvolvimento;
36.
Assegurar a organização da escola e dos
currículos escolares vinculados à realidade do campo, garantindo a relação
entre o acesso aos conhecimentos historicamente acumulados e os saberes da
vivência cotidiana;
37.
Garantir
infra-estrutura física e humana de qualidade para a educação do campo;
38.
Promover
a formação e valorização dos educadores e educadoras do campo;
39.
Democratizar e universalizar os níveis e
modalidades do ensino para a Educação do campo, conforme LDB 9394/96 e art.3º
das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo;
40.
Fortalecer a identidade dos povos do campo,
possibilitando a valorização da história e da cultura do homem e da mulher do
campo;
41.
Articular a participação da sociedade civil na
construção de políticas públicas educacionais;
42.
Encaminhar um projeto de lei para Câmara Municipal que favoreça a criação da
categoria de piloteiros dentro da estrutura municipal para que possa atender as
unidades escolares ribeirinhas e a comunidade Guató no que se refere ao
transporte escolar dos alunos devidamente matriculados nos dois sistemas de
ensino público.
5.7 - Educação Especial
Diagnóstico
A
Educação Especial insere-se nos diferentes níveis da educação escolar tais
como: Educação Básica, Educação Superior, bem como na interação com as demais modalidades da educação
escolar, como a educação de jovens e adultos, a educação profissional e a
educação indígena.
Os
Sistemas de Ensino do município de Corumbá vêm implementando ações, visando à
sensibilização da comunidade interna e externa com relação à inclusão em sua
forma mais ampla. Tais atividades envolvem formação dos profissionais, oferta
de serviços especializados, adaptações do espaço físico, adaptações
curriculares, como forma de garantir a inclusão do educando com necessidades
educacionais na rede regular de ensino, oportunizando o atendimento à
diversidade humana, estando incluídos no ensino regular, 155 alunos, e
freqüentando as salas de recursos, 130
alunos e nas classes especiais 17
alunos.
Para
garantir qualidade de atendimento aos alunos com necessidades especiais, a
Secretaria Municipal de Educação conta com o CMADIJ – Centro Multiprofissional
de Apoio ao Desenvolvimento Infanto Juvenil, constituído por psicólogos e
pedagogos, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, na cedência de
profissionais da área médica e paramédica: odontólogo, psicólogo clínico,
fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, ortopedista e
neuropediatra, e Secretaria Municipal de Promoção Humana e Inclusão Social, na
cedência de assistente social.
O
Centro tem como objetivo subsidiar o processo de educação inclusiva, através de
avaliação diagnóstica nas áreas: psicopedagogia, pedagogia, psicologia, terapia
ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, odontologia, etc.. Realiza também
encaminhamentos necessários para outras áreas complementares, acompanhamento
escolar aos alunos com necessidades especiais, suporte às Unidades Escolares e
orientação aos pais e familiares dos alunos atendidos.
Como
serviço de apoio especializado, a Rede Municipal de Ensino oferece atendimento
nas salas de recursos multifuncionais, nas modalidades de deficiência auditiva
( DA), deficiência visual ( DV) e deficiência mental ( DM). Os alunos com
dificuldades de aprendizagem recebem atendimento nas salas psicopedagógicas,
que estão em fase de implantação e/ou implementação, atualmente funcionando nas
escolas Cássio Leite de Barros e CAIC Pe. Ernesto Sassida.
Para
atender os alunos com necessidades educacionais especiais, a Rede Estadual de
Ensino do Município de Corumbá dispõe de alguns serviços de apoio, destinado a
subsidiar a inclusão desses alunos na rede regular de ensino e na sociedade.
Para identificar as necessidades educativas
especiais do alunado da referida rede e encaminhar os alunos com necessidades
especiais aos serviços de apoio existentes na comunidade, a rede estadual
dispõe da Unidade de Apoio à Inclusão, criada pelo decreto 9.404 , de 11 de
março de 1999, formada por professores
efetivos, com graduação em pedagogia e/ou psicologia. Dentre as atribuições
dessa equipe técnica estão:
Realizar avaliações psicopedagógicas;
A
rede estadual de ensino conta com salas de recursos, nas modalidades de:
deficiência mental, auditiva e visual, destinadas a oferecer apoio pedagógico
especializado aos alunos com necessidades especiais que freqüentam o ensino
regular, egressos da classe especial ou com dificuldades acentuadas na
aprendizagem. Esse serviço conta com professores especializados em educação
especial ou com capacitação
Outro
serviço de apoio pedagógico especializado existente nas redes estadual e
municipal é o professor intérprete
O
Município conta ainda com a APAE, fundada em 09 de novembro de 1971, com a
finalidade de promover o bem estar social do excepcional; prestar serviços
especializados de habilitação, reabilitação, educação e apoio à família;
conscientização da sociedade e dos Poderes Públicos para com a pessoa com
deficiência em nosso município.
Em
29 de outubro de 1985, foi criada Escola Especializada Reino do Amor, mantida
pela APAE. E, no ano de 2003, foi criado o centro de Reabilitação Dr. Antônio
Pedro de Barros para prestar serviços clínicos e terapêuticos, habilitação e
reabilitação aos alunos da Escola Especializada Reino do Amor e para pacientes
com deficiência oriundos da comunidade que não são atendidos nos demais
serviços especializados. É organizado para atender 100 pacientes nos programas
de habilitação e reabilitação e 10 atendimentos médicos por semana. Compõem-se de um médico, três
fisioterapeutas, dois terapeutas ocupacionais, dois Fonoaudiólogos e um
Psicólogo.
Os
estabelecimentos de ensino no município de Corumbá, em sua maioria, ainda não
possuem os requisitos básicos de infra-estrutura para atender aos alunos com
necessidades educacionais especiais, porém, nota-se que muitas escolas já estão
se organizando no sentido de promover as
adequações necessárias para a inserção dos alunos com necessidades educacionais
especiais.
Atendimento
a alunos com necessidades educacionais especiais, nas escolas da rede pública e
particular de acordo com os dados do da SED/SMEC/06
|
Redes |
Categorias |
Sala de Recursos |
Sala de Ensino Regular |
Classes Especiais |
|
Estadual |
Deficientes
visuais |
07 |
- |
- |
|
Deficientes
físicos |
1 |
02 |
- |
|
|
Deficientes
auditivos |
22 |
26 |
- |
|
|
Deficientes
mentais |
40 |
37 |
17 |
|
|
Deficiências
múltiplas |
- |
- |
- |
|
|
Condutas
típicas |
- |
- |
- |
|
|
Paralisia
Cerebral |
- |
02 |
- |
|
|
Total |
70 |
67 |
17 |
|
|
Municipal |
Deficientes
visuais |
13 |
13 |
- |
|
Deficientes
físicos |
- |
10 |
- |
|
|
Deficientes
auditivos |
15 |
26 |
- |
|
|
Deficientes
mentais |
26 |
26 |
- |
|
|
Deficiências
múltiplas |
01 |
01 |
- |
|
|
Condutas
típicas |
02 |
02 |
- |
|
|
Paralisia
Cerebral |
03 |
03 |
- |
|
|
Total |
60 |
81 |
|
|
|
Particular |
Deficientes
visuais |
- |
- |
- |
|
Deficientes
físicos |
- |
01 |
- |
|
|
Deficientes
auditivos |
- |
03 |
- |
|
|
Deficientes
mentais |
- |
01 |
- |
|
|
Deficiências
múltiplas |
- |
- |
- |
|
|
Hidrocefalia |
- |
02 |
- |
|
|
Paralisia
Cerebral |
- |
- |
|
|
|
Total |
- |
07 |
-- |
Em
2005, foi realizada uma pesquisa pela Prefeitura Municipal de Corumbá, através
da Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de identificar os seguintes
dados, quanto à existência de pessoas com necessidades especiais:
Em
Corumbá 7,3% das famílias entrevistadas afirmam existirem portadores de
necessidades especiais (PNES) na família.
De
um modo geral, 95,2% dessas famílias admitem a existência de apenas um portador de necessidades especiais, conforme
o gráfico 1.
O
gráfico 2 comprova o tipo de deficiência predominante de 33,8% de DM nas
famílias com PNES.
Gráfico 2.
Diretrizes
A
Constituição Federal/88, no art., III, estabelece que as pessoas com
necessidades especiais devem receber atendimento preferencialmente na rede
regular de ensino. Tal direito foi ratificado nas demais legislações, entre as
quais, LDBEN 9394/06, ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente e Resolução
N.º 02, que institui as Diretrizes Curriculares da Educação Nacional. Para
atender a esse preceito legal, os sistemas de ensino deverão responsabilizar-se
pela oferta da educação a todos os alunos com necessidades educacionais
especiais, prevendo e provendo todos os recursos humanos, materiais e
financeiros, necessários à garantia de uma educação de qualidade a todos os
alunos indistintamente, conforme a política da Educação Inclusiva.
Para
tanto, os sistemas deverão conhecer a demanda real, assegurando a matrícula e a
permanência desse alunado na rede regular de ensino, desde a primeira etapa da
educação básica. Para atender a tais
objetivos deve-se assegurar as interfaces com os demais órgãos governamentais:
Saúde, Assistência Social, Trabalho, Justiça, Esporte, bem como Ministério
Público garantindo os serviços especializados de apoio que se constituem em
mecanismos de sustentação da política inclusiva.
A
formação de recursos humanos com capacidade de oportunizar um atendimento aos
alunos especiais na Educação Básica constitui uma prioridade para o Plano
Municipal de Educação de Corumbá.
Os
sistemas também deverão prover:
um setor
responsável pela educação especial, provendo os recursos humanos, materiais e
financeiros, que possa dar sustentação a essa política;
os
serviços de apoio especializado para complementar, suplementar ou mesmo
substituir os serviços educacionais comuns;
professores
capacitados e especializados para o atendimento desse alunado;
distribuição dos alunos com necessidades
educacionais especiais nas séries comuns, prevendo um quantitativo menor de
alunos matriculados, conforme legislação pertinente;
currículos adaptados, métodos, técnicas e
recursos educativos;
o
sistema poderá criar extraordinariamente classes especiais;
serviços
de apoio especializado realizado nas classes comuns, mediante: atuação
colaborativa com professores especializados; atuação de professores intérpretes
nas linguagens e códigos aplicáveis; atuação de professores e outros
profissionais itinerantes intra e inter-institucionalmente; disponibilização de
outros apoios necessários à
aprendizagem, locomoção e comunicação;
serviços
de apoio pedagógicos especializados em salas de recursos;
condições para reflexão, estudos, elaboração
teórica inclusive com instituições de ensino superior e pesquisa;
temporalidade flexível do ano letivo, para
atender as necessidades especiais;
qualificação dos profissionais que atuam na
área, bem como para os que atuam na área de educação especial;
censo
para identificação das pessoas com necessidades especiais, sua faixa etária,
seu nível de escolaridade, seus graus e modalidades de deficiência;
formação
de pessoal com capacidade de oferecer o atendimento a todos os educandos e, em
particular, aos educandos especiais;
para a
inclusão dos alunos com necessidades
educacionais especiais no ensino regular é importante a remoção de barreiras
arquitetônicas e a adequação do material didático-pedagógico, conforme as
necessidades específicas dos alunos com
necessidades especiais.
O
atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deverá ser
realizado nas classes comuns, de modo que os demais alunos se beneficiem da
diversidade.
A
educação especial é entendida como uma modalidade da educação escolar que
perpassa todas as etapas e modalidades
de ensino. Tem por objetivo o desenvolvimento global das potencialidades dos
alunos, o incentivo à autonomia, cooperação, espírito critico, a preparação
para o mundo social, cultural, dos desportos, das artes e do trabalho.
Objetivos
e Metas
11. Promover,
em quatro anos, a acessibilidade para todos, através da eliminação das
barreiras arquitetônicas, dos mobiliários, equipamentos e acesso ao currículo
escolar;
12. Assegurar,
mediante parcerias com a União e Estado, o transporte escolar, com adaptações
para os alunos com necessidades educacionais especiais que apresentem
dificuldades de locomoção.
13. Efetuar,
no prazo de um ano, um mapeamento, por meio de censo educacional, das crianças
com necessidades especiais;
14. Assegurar
a inclusão no projeto político pedagógico das unidades escolares, o atendimento
às diversidades educacionais;
15. Realizar
interfaces com instituições governamentais e não governamentais para a
ampliação de programas destinados à oferta da estimulação precoce para as
crianças com necessidades educacionais especiais;
16. Estabelecer
parcerias com o MEC/PNLD para tornar disponíveis, livros didáticos falados em
Braille e em caracteres ampliados, para todos os alunos cegos e para os de
visão subnormal;
17. Garantir,
em quatro anos, a aplicação de testes de acuidades visual e auditiva em todas
as instituições de Educação Básica em parceria com a Secretaria de Saúde e
Secretaria Municipal Cidadania e Assistência Social;
18. Garantir,
até o final da vigência deste plano, o uso dos equipamentos de informática como
apoio à aprendizagem dos educandos com necessidades educacionais especiais, bem
como os programas de softwares adequados;
19. Oportunizar
a formação em serviço aos professores, funcionários e gestores, visando ao
atendimento com qualidade, aos alunos com necessidades educacionais especiais,
redução das barreiras atitudinais e curriculares, incluindo nos programas de
formação, conteúdos necessários à capacitação para o atendimento aos alunos com
necessidades educacionais e atendimento a diversidade;
20. Estabelecer
parceria com instituições governamentais e não governamentais para garantir a
oferta de cursos de geração de renda para educandos jovens e adultos com
necessidades educacionais especiais, estabelecendo mecanismos de cooperação
para o trabalho;
21. Incrementar
e ampliar até o final da vigência deste plano, a oferta de salas de recursos
multifuncionais e alternativas pedagógicas recomendadas, de forma a favorecer e
apoiar a inclusão dos educandos com necessidades especiais em classes comuns,
propiciando o apoio de que necessitam;
22. Estabelecer
no prazo de três anos, em parceria com os Governos Federal e Estadual a criação
do CAS/Municipal (Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e do
Atendimento às Pessoas com Surdez) e Cap/municipal (Centro de Apoio Pedagógico
ao Deficiente Visual).
23. Ampliar,
até o final da década, a oferta de atendimento no CMADIJ, visando atingir maior
número de educandos;
24. Estabelecer,
até o final da década, parceria com os governos Federal e Estadual para equipar
as escolas de educação básica prioritariamente, as salas de recursos
multifuncionais e psicopedagógicas, com aparelhos de amplificação sonora e outros
equipamentos que facilitem a aprendizagem;
25. Assegurar
incentivo financeiro aos professores que atendem alunos com necessidades
educacionais especiais;
26. Estabelecer,
no prazo de um ano, cooperação com as áreas de Saúde e Promoção Humana e
Inclusão Social, para que até o final da década possa disponibilizar órtese e
prótese para todos os educandos com deficiências, assim como atendimento
especializado de saúde, conforme o caso;
27. Estabelecer,
no prazo de dois anos, um sistema de informações completas e fidedignas sobre a
população a ser atendida pela educação especial, a serem coletadas pelo Censo
Educacional e pelos Censos Populacionais;
28. Assegurar
a continuidade do apoio técnico e financeiro às instituições privadas sem fins
lucrativos com atuação exclusiva em educação especial, que realizem atendimento
de qualidade, atestado em avaliação conduzida pelo respectivo sistema de
ensino;
29. Garantir
o cumprimento da legislação pertinente ao número de alunos no ensino regular,
nas salas de aulas em que houver aluno com necessidade educacional especial
significativas e que necessitem de apoio e serviços intensos e contínuos;
30. Assegurar,
no prazo de dois anos, na escola, condições específicas para acesso e
permanência, com sucesso, dos alunos com necessidades educativas especiais, em
condições adversas;
31. Redimensionar,
em quatro anos, os convênios com instituições especializadas, de forma a
favorecer e apoiar a inclusão dos educandos com necessidades educacionais
especiais na rede regular de ensino, bem como lhes assegurar o serviço de apoio
complementar de que necessitam;
32. Implantar,
até o final da década, programas de atendimento aos alunos com altas
habilidades nas áreas artística, intelectual e psicomotora;
33. Incluir,
nos currículos de formação de professores nos níveis de educação superior,
conteúdos e disciplinas específicas para a capacitação ao atendimento dos
alunos especiais.
5.8
- Educação de Jovens e Adultos – EJA
Diagnóstico
A
denominação “Educação de Jovens e Adultos” é recente e tem sido popularizado
principalmente por organizações internacionais – UNESCO (Organização das Nações
Unidas para a Educação) referindo – se a uma área especializada da Educação. No
entanto, existe uma diversidade de paradigmas dentro da Educação de Adultos.
A
Educação de Adultos tem estado, a partir da 2ª Guerra Mundial, a cargo do
Estado, muito diferente da Educação não
formal , que está vinculada a organizações não governamentais.
Até
a 2ª Guerra Mundial, a educação popular era concebida como extensão da educação
formal para todos, sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas
das zonas urbanas e rurais.
Após
a I Conferência Internacional de Educação de Adultos, realizada na Dinamarca,
em l949, a Educação de Adultos tomou outro rumo, sendo concebida como uma
espécie de Educação Moral. Dessa forma, a escola, não conseguindo superar todos
os traumas causados pela guerra, buscou fazer um “paralelo” fora dela, tendo
como finalidade principal contribuir para o resgate do respeito aos direitos
humanos e para a construção da paz duradoura.
A
partir da II Conferência Internacional de Educação de Adultos, em Montreal, no
ano de
Depois
da III Conferência Internacional de Educação de Adultos em Tóquio, no ano de
Em
1990, com a realização da Conferência Mundial sobre Educação para Todos,
realizado em Jomtien, na Tailândia, entendeu-se a alfabetização de Jovens e
Adultos como a 1ª etapa da Educação Básica, consagrando a idéia de que a
alfabetização não pode ser separada da pós-alfabetização.
Segundo
Freire (apud Gadotti, 1979, p. 72), nos anos
No
final dos anos 60, desenvolve–se no Brasil
o sistema MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização) e no município de Corumbá, o Mobral foi implantado
em quase todas as Escolas da Rede Municipal de Ensino, no ano de 1969 e os ministrantes
do curso eram denominados “monitores” e capacitados pelos técnicos da
Secretaria Municipal de Educação. Nessa
época o “coronel Barreto “era
responsável pelo Mobral .
O
MOBRAL foi concebido como um sistema que visava ao controle da alfabetização da
população, principalmente a rural. Com a redemocratização (1985), a “Nova
República” extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar. Assim sendo, a
Educação de Adultos foi enterrada pela “Nova República”.
Em
1989, em comemoração ao Ano Internacional da Alfabetização, foi criada no
Brasil, a Comissão Nacional de Alfabetização, coordenada inicialmente por Paulo
Freire e depois por José Eustáquio Romão.
Com
o fechamento da Fundação Educar, em 1990, o Governo Federal ausentou-se desse
cenário educacional, criando um esvaziamento constatado pela inexistência de um
órgão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de modalidade
de ensino.
Atualmente,
na Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96, constam no Título V,
Capítulo II, Seção V, dois Artigos relacionados, especificamente, à Educação de
Jovens e Adultos.
No
Plano Nacional de Educação, temos como um dos objetivos e prioridades: garantia
de Ensino Fundamental a todos os que não tiveram acesso na idade própria ou que
não o concluíram. A erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade,
considerando – se a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida
desse nível de ensino. A alfabetização dessa população é entendida no sentido
amplo de domínio dos instrumentos básico da cultura letrada, das operações
matemáticas elementares, da evolução histórica da sociedade humana, da
diversidade do espaço físico e político mundial da constituição brasileira.
Envolve, ainda, a formação do cidadão responsável e consciente de seus direitos.
(Plano Nacional de Educação – introdução: objetivos e prioridades dois)
A
Educação de Jovens e Adultos deve ser sempre uma educação multicultural, uma
educação que envolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural,
como afirma Gadotti (1979), uma educação para a compreensão mútua, contra a
exclusão por motivos de raça, sexo, cultura ou outras formas de discriminação
e, para isso, o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando, pois
somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos é que haverá uma
educação de qualidade.
Considerando
a própria realidade dos educandos, o educador conseguirá promover a motivação
necessária à aprendizagem, despertando neles interesses e entusiasmos,
abrindo–lhes um maior campo para o atendimento do conhecimento. O jovem e o
adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e, ao mesmo
tempo, precisam ser estimulados para resgatarem a sua auto estima.
Diretrizes
Não
se pode atribuir à educação a responsabilidade de resolver sozinha todos os
problemas do país, mas sem dúvida, a educação é a base para um esforço em busca
da eqüidade. Um adulto analfabeto tem chances mínimas de entrar no mercado de
trabalho e o avanço da tecnologia pode contribuir para agravar mais ainda esta
questão, intensificando o processo de exclusão e de marginalização social.
A
educação fundamental dos alunos jovens e adultos tem como função primordial
garantir uma formação escolar que possibilite a essas pessoas a inserção
participativa nos espaços de trabalho. Como também possibilita a inserção no
nível superior de ensino.
A
Educação de Jovens e Adultos precisa, cada vez mais, considerar, em sua atuação
nas escolas, as atividades de esporte, cultura e lazer, como possibilidade de
convivência humana.
Não
é possível mais conceder uma prática pedagógica para os adultos, que
desconsidere a vida e a realidade do aluno. A Educação de Jovens e Adultos
tem que ser reconhecida dentro de um
contexto mais amplo de desenvolvimento com eqüidade, o que significa
relacioná-la, de modo direto, com o mundo do trabalho e com o exercício da
cidadania.
Em
consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens
e Adultos, o trabalho com esse público, numeroso e heterogêneo, com interesses
e competências adquiridas na prática social, requer que se diversifiquem os
programas e as formas de atendimento, bem como se fortaleça a autonomia do
professor como resgate do seu papel técnico e profissional.
Nesse
sentido, é fundamental o envolvimento e a participação de toda a comunidade
escolar e social, na construção de uma docência coletiva. É imprescindível,
ainda, o acesso a materiais didáticos, a adoção de metodologias apropriadas e a
qualificação do corpo docente.
No
tocante à formação dos professores, é importante garantir que essa formação
ocorra levando em consideração a etapa inicial e continuada, instituindo
objetivos que levem em conta as dificuldades sentidas pelos professores no seu
dia-a-dia, possibilitando-lhes novas formas de conceber o seu fazer pedagógico.
É
preciso que os educadores se conscientizem do seu compromisso com o
desenvolvimento pessoal e educacional dos alunos, criando situações de
aprendizagens propícias às especificidades do seu perfil etário e articulado
aos aspectos éticos do convívio sócio-cultural.
É
preciso desenvolver uma educação que promova a participação e a integração da
escola com a comunidade, com vistas a garantir um processo de ensino
comprometido com os interesses reais de todas as instâncias que tomam parte da
educação.
É
necessário fazer uso, nas experiências de EJA, dos conhecimentos sobre a
realidade econômica, cultural, política , social, local, brasileira e mundial, relacionando-a
com o contexto em que está inserida a prática educativa.
É
preciso ainda garantir a permanência e o sucesso do alunado, por meio do
acompanhamento e da avaliação sistemática no decorrer do processo.
É
mister que a Educação de Jovens e Adultos esteja inserida em um projeto
nacional de desenvolvimento que favoreça a superação das desigualdades sociais,
a construção da eqüidade na distribuição de renda e erradicação da pobreza, das
quais o analfabetismo é uma conseqüência.
Objetivos
e Metas
1. Realizar,
a partir da vigência do PME, Censo Municipal, visando localizar a população não
alfabetizada existente no município;
2. Assegurar,
programas de Educação de Jovens e Adultos, visando alfabetizar gradativamente
todos os que não tiveram acesso ao ensino regular, para que até 2010 seja
universalizado o atendimento a esta modalidade de ensino no município,
3. Apoiar,
em parceria com o Estado, a partir da vigência do PME, a implantação da oferta
de cursos do Ensino Médio para toda a população de quinze anos ou mais, que
concluiu o ensino fundamental,
4. Assegurar
meios de participação dos educadores de jovens e adultos, nos programas de
capacitação continuada, tanto em palestras como cursos oferecidos pelo
município;
5. A
partir da vigência deste Plano, estabelecer políticas que facilitem parcerias
para o aproveitamento dos espaços ociosos existentes na comunidade, bem como do
efetivo aproveitamento do potencial de trabalho comunitário das entidades da
sociedade civil para a educação de jovens e adultos;
6. Assegurar
para a Educação de Jovens e Adultos a continuidade do sistema de certificação
de competências para prosseguimento de estudos;
7. Apoiar
políticas educacionais do Estado e da União, que venham associar ao ensino
fundamental para jovens e adultos, sempre que possível, a oferta de cursos
básicos de formação profissional;
8. Estimular
os universitários do município, através de projetos em parceria com a
Secretaria Municipal de Educação, a oferecerem cursos de alfabetização,
qualidade de vida e outros, dirigidos à terceira idade.
9. Realizar,
a partir da vigência do PME, a avaliação
e divulgação dos resultados do programa de Educação de Jovens e Adultos, em
todas as unidades escolares, a cada dois anos, como instrumento para assegurar
o cumprimento das metas do Plano Municipal de Educação;
10. Nas
empresas públicas e privadas, incentivar o oferecimento de programas de
Educação de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores;
11. Garantir
as políticas de Educação de Jovens e Adultos que visam a participação dos
alunos em eventos culturais e integração social, de sorte que sua clientela
seja beneficiado por ações que permitam ampliar seus horizontes culturais;
12. Prever,
em regime de colaboração com o Estado e a União, o provimento da alimentação
escolar para os alunos desta modalidade de ensino;
13. Observar,
no que diz respeito à educação de jovens e adultos, as metas estabelecidas para
o ensino fundamental;
14. Observar
as metas estabelecidas no Plano Estadual de Educação para esta modalidade de
ensino e em regime de colaboração com o Estado, apoiar as suas iniciativas,
prevendo mecanismos para execução das mesmas;
15. Acompanhar
e avaliar a organização da Educação de Jovens e Adultos visando à permanência
do aluno na escola e a melhoria da qualidade de ensino.
5.9
- Educação Tecnológica e Formação Profissional
Diagnóstico
A
educação profissional precisa ser complementar à educação básica. Aprender a
aprender coloca-se, assim, como competência fundamental para inserção numa
dinâmica social que se reestrutura continuamente. A perspectiva da educação
deve ser, pois, desenvolver os meios para
uma formação continuada, tendo em vista a construção da cidadania.
O
novo mercado de trabalho requer, hoje, mão de obra mais qualificada. Para que
se garanta a eficácia dos processos de produção, os trabalhadores precisam ter
dele uma visão global, capacidade de tomar decisões e resolver problemas com
rapidez. Portanto, é preciso que o ensino profissional seja fornecido por
instituições especializadas, que contem com professores qualificados e os
recursos pedagógicos indispensáveis para a especialização em cada área de
atuação.
Corumbá
é uma cidade com demandas consideráveis no que
se refere ao ensino profissionalizante e com uma população de aproximadamente
96.599 mil habitantes, e área de 65.165,80 km². Neste cenário, o
SEBRAE, SENAI, SENAC E SESI atuam de modo decisivo na educação profissional dos
corumbaenses e bolivianos.
O Sebrae, em 1996, instalou seu primeiro
Balcão de Atendimento, junto à Associação Comercial da cidade de Corumbá. Em
O
SEBRAE, durante o ano de 2006, em parceria com a Prefeitura Municipal de
Corumbá desenvolve o Projeto Nascer Bem, que consiste no acompanhamento passo a
passo da implantação de uma microempresa.
Em
1975, O SENAI marcou sua presença
Atualmente,
para atender a demanda e acompanhar a evolução, O Senai está ministrando cursos
de informática, manutenção de micro computador, eletrônica básica, eletrônica
de potência e digital, cursos de gestão ambiental e outros.
O
SENAC se inseriu
Outro
centro profissional é o SESI – Serviço Nacional Da Indústria – oferece Educação
profissional de nível técnico.
A
principal atividade econômica produtiva no município de Corumbá é representada
pela extração mineral. Principalmente a extração do Urucum Mineração (ferro e
Manganês) e da fábrica de Cimento Itaú (calcário e areia). As minas de manganês
são uma das maiores jazidas do mundo de origem sedimentar. A agricultura é
desenvolvida quase que exclusivamente nos assentamentos. Nas áreas urbanas, o
mercado de trabalho concentra-se nas atividades terciárias (comércio de
mercadorias e prestação de serviços). A atividade industrial restringe-se à
extração e beneficiamento de mineral. A indústria mineral tem dificuldades de
contratação de mão-de-obra especializada no município.
Esse
panorama traduz o pluralismo das atividades econômicas desenvolvidas em Corumbá
e retrata o crescimento da cidade que tem nas suas atividades econômicas
principais a pecuária, mineração, pesca e turismo. Em Corumbá, pode-se fazer
turismo cultural, histórico, de lazer, ecoturismo e compras de artigos
importados no mercado de livre comércio internacional na cidade boliviana de
Puerto Suarez.
Sendo
assim, todo curso de formação continuada deve ser veiculado a uma estratégia de desenvolvimento humano e de
inclusão social cujo objetivo deve estar voltado a capacitar profissional
tecnicamente competente e politicamente comprometido com toda a sociedade..
Os
cursos profissionalizantes de curta duração e os cursos de nível básico são os
mais solicitados em qualquer um dos setores da indústria e dos prestadores de
serviço
Diretrizes
As
diretrizes para a Educação profissional em Corumbá estão respaldadas na
Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases do Ensino e nas Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Profissional.
O
termo educação profissional foi introduzido com a nova LDB (Lei nº. 9.394/96,
Acp.III, Art. 39): “A educação profissional, integrada às diferentes formas de
educação, ao trabalho à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente
desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”.
A
política atual está projetando a cidade de Corumbá tanto no cenário nacional
quanto internacional, principalmente no setor de turismo. Isso faz com que o
mercado invista em equipamentos modernos e exija profissionais em constante
aperfeiçoamento para atendimento ao público.
É
imprescindível que a Educação Profissional deva ser ampliada no sentido de
assessorar os jovens na busca do primeiro emprego e se preocupar também com a
elevação de nível de escolaridade do indivíduo e com seu aprimoramento, mesmo
após a inserção dele no mercado de trabalho.
A
política de formação de professores será implementada em parceria com o
Ministério da Educação, Universidades, Sistema “S” e iniciativa privada,
devendo ser assegurada a formação continuada e a atualização nas suas áreas de
trabalho, assim como os conhecimentos das filosofias e políticas da Educação
Profissional.
Objetivos
e Metas
1. Garantir
que a oferta de cursos obedeça às exigências de uma política de desenvolvimento
regional, às demandas presentes e futuras do mercado de trabalho, mantendo, para
isso, um esquema de colaboração com a iniciativa privada, Agência Pública de
emprego;
2. Proporcionar
oportunidades de formação, qualificação e inovação tecnológica a jovens e
adultos, nos diferentes níveis profissionais necessários para o crescimento e o
desenvolvimento dos diversos setores da economia;
3. Estabelecer
programas de formação para a educação
tecnológica. Essa meta pode ser em colaboração entre o Ministério de Educação,
O Ministério de Trabalho, a Universidade e a iniciativa privada;
4. Num
tempo de cinco anos, em parceria com a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil
e outros agenciadores de recursos, garantir que todos os profissionais da
Educação adquiram seu próprio computador;
5. Incentivar
parcerias com as instituições vinculadas à Educação Profissional e com o setor
produtivo, na perspectiva de ampliar a oferta de cursos de Educação
Profissional, em seus diferentes níveis;
6. Tratar a Educação
Profissional nas diferentes áreas possíveis e pertinentes para atender as
necessidades atuais, bem como fomentar novas demandas de educação e trabalho em
áreas que traduzam a vocação do
município, tais como Recursos Pesqueiros, Lazer e Desenvolvimento Social,
Comércio, Meio Ambiente, Indústria, Agropecuária, Turismo e Hospitalidade,
Construção Civil e Saúde.
5.-10 Educação a Distância e Tecnologias Educacionais
No Brasil, a educação a
distância chegou aproximadamente em 1923 e vem sendo ampliada na medida da
socialização dos meios de comunicação. Essa modalidade representa um grande
potencial para a correção das desigualdades em um país de dimensões
continentais e de tão grandes contrastes socioeconômicos. Se bem explorada,
representa um excelente mecanismo de combate à exclusão social.
Em
1998, foi assinado um consórcio entre as sete universidades estaduais e
federais do Centro-Oeste para cooperação técnica, científica e acadêmica,
formando-se, então, a rede denominada Universidade Virtual do
Centro-Oeste-UNUVIR/CO, da qual fazem parte, dentre outras, a Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS e a Universidade Estadual de Mato Grosso
do Sul - UEMS.
No
início de 2000, foi proposta a criação da Universidade Virtual Pública do
Brasil - UniRede, inicialmente com 38
universidades, contando, hoje, com cerca de 70 instituições, dentre as quais as
duas de Mato Grosso do Sul. Percebe-se, nessa rede, um esforço no sentido de
potencializar o acesso ao ensino universitário gratuito e de qualificar
profissionais que atuam no ensino fundamental para a melhor utilização dos
recursos tecnológicos e da comunicação. Dos 4 cursos oferecidos pela UniRede,
incluindo os em andamento, 5.500 vagas foram disponibilizadas e 1450 alunos já
concluíram os estudos.
A
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, dentre outras ações a distância,
desenvolve cursos de extensão, de graduação e de pós-graduação Lato Sensu.
As
novas tecnologias representam a grande oportunidade de renovação das atividades
pedagógicas e de utilização mais racional dos recursos humanos
disponíveis. Seu incipiente
desenvolvimento no Estado tende a crescer na medida em que forem normatizadas,
em nível nacional, as interações entre as unidades federadas; que as
instituições e os professores estiverem preparados para esse oferecimento e,
principalmente, quando os governos entenderem e acreditarem em seu potencial e
passarem a investir mais efetivamente nesse campo.
O município de Corumbá conta
com uma ampla rede de escolas de todos os níveis, mas com poucas opções em
relação à Educação a distancia (EAD). Por meio do uso de diferentes tecnologias
(como material impresso, TV, vídeo e Internet) e da preparação adequada de
recursos humanos, essa instituição busca
garantir a ética em atividades de EAD, enfatiza o processo pedagógico, além de
promover o intercâmbio com instituições e especialistas que trabalham com o
EAD.
Educação a Distância no
município de Corumbá
A
Educação a distância no município de Corumbá tem contribuído significamente
para a melhoria da formação dos professores e como resultado, na melhoria da
qualidade de ensino. Tal modalidade é oferecida nas seguintes instituições:
UNIDERP-Interativa, UNOPAR-Interativa, EDUCOM-Interativa, IELF- Instituto de
Ensino “Luis Flávio.”
Os cursos ministrados são:
Licenciatura Plena em Letras, Licenciatura Plena em Pedagogia, Administração de
Empresas, Ciências Contábeis, Superior de Tecnologia em Administração de
Agronegócios e Superior de Tecnologia em Administração de Pequenas e Médias
Empresas.
Serão oferecidos, a partir do
ano de 2006, os Cursos de Pós - Graduação em diversas áreas, tais como:
Administração Financeira e Controladoria, Tratamento Penal Administração
Penitenciária, Desenvolvimento de Produtos Turísticos, Gestão Estratégica de
Recursos Humanos, Formação Docente: Teoria e Prática e Tendências
Contemporâneas do Ensino da Língua Portuguesa.
O número total de alunos
matriculados nos cursos oferecidos é de 450.
Os padrões de infra-estrutura
do ambiente escolar onde ocorrem as aulas, de forma geral, apresentam boas
condições, necessitando, apenas, de algumas melhorias no que se refere à
atualização e ampliação do acervo bibliográfico.
Tecnologias Educacionais
A Educação no município de
Corumbá tem dado significativos avanços em tecnologias educacionais e esses
recursos são grandes aliados no campo educacional, tanto nos aspectos
pedagógicos quanto no preparo dos alunos para aquisição do conhecimento, além da sala de aula. As
Instituições que possuem Laboratório de Informática são: duas escolas
estaduais, cinco municipal, treze escolas particulares e dois centros de
formação, atendendo num total de 14.192 alunos.
Diretrizes
A Educação, no mundo atual,
deve preparar a pessoa para o aprendizado permanente. Além de personalizada, a
educação requerida deve viabilizar a aprendizagem em rede e pela rede. O
objetivo da educação mediada por tecnologias é possibilitar o acesso à rede de
informações disponíveis, sem prescindir da interação humana solidária. Os
programas que forem desenvolvidos dentro deste plano Municipal de Educação
devem pautar-se pelo acompanhamento
contínuo e sistemático de um professor orientador. Prefere-se o termo
“professor orientador” ao de tutor, mesmo sabendo-se que tutoria se refere
àquele que protege e defende. Optou-se por usar o termo “professor” justamente
pela intenção de manter o caráter de organização, acompanhamento e direção do
processo ensino-aprendizagem, que é próprio da função docente. É ainda uma
forma de garantir que a educação a distancia se faça com professores e não com
pessoas sem a formação compatível com essa modalidade educativa. Isso é
particularmente importante na educação fundamental, tanto de criança e
adolescente quanto de jovens e adultos.
Significa compreender que os estudantes, fora da idade própria de
escolarização, apesar de serem jovens ou adultos, em geral, precisam do
acompanhamento de um professor orientador durante todo o curso.
Se o objetivo dos cursos a
distância é a qualidade, há de se garantir que eles se façam mediante atuação
de professores adequadamente formados para a função. A Educação a distância tem
o compromisso de conquistar a respeitabilidade que ainda não é demonstrada por
algumas instituições ou programas já autorizado.
Para isso, deve primar pela
qualidade dos materiais e das ferramentas de interação que utiliza, pela
formação rigorosa dos professores que executam os projetos e pela qualidade dos
cursos ministrados. Essa exigência de qualidade dos cursos e de credenciamento,
junto ao MEC, das instituições que os ministram, deve ser um critério para o aproveitamento
de cursos a distância com vistas à progressão na carreira. A oferta de cursos
em nível pós-médio (ou seqüenciais de complementação de estudos) deve ser
destinado a profissionais portadores do certificado de nível médio, com o
objetivo de que a pessoa em formação adquira conhecimentos em um determinado
campo do saber, que pode ser, por exemplo, a educação infantil, em setores
específicos da administração de escolas ou em outros que sejam requeridos pelo
sistema escolar municipal.
Os desafios existentes no
ensino regular tais como a falta de professores e outros recursos humanos, as
distâncias geográficas, a necessidade da busca de uma formação superior para
quem não teve oportunidade enquanto jovem, podem ter na Educação a Distância um
grande aliado, um meio auxiliar de indiscutível eficácia, capaz de proporcionar
uma melhoria nos níveis de conhecimento, contribuindo para a formação para o
trabalho, bem como elevar a cultura daqueles que se utilizarem deste meio.
O país já conta com inúmeras
redes de televisão e rádios educativas no setor público, como a TV Escola que
está qualificando os profissionais da educação, no setor privado e que tem
produzido programas educativos para o Ensino Médio, Educação Superior e
pós-graduação, de boa qualidade, custos baixos e de fácil acesso.
Conforme o artigo 201 da
Constituição Federal, o Município deverá assegurar as melhorias de qualidade de
ensino obrigatórias, no que se referem à manutenção, custos e expansão da
Educação a Distância e as tecnologias necessárias. As instituições de ensino
existentes, públicas, municipais, filantrópicas e privadas deverão ser
equiparadas e ampliadas no sentido de proporcionar a Educação a distância,
possibilitando que as tecnologias de comunicação possam ser incorporadas em todos
os níveis e modalidades de educação, visando à profissionalização conforme
interesse do público existente, seja por correspondência, transmissão,
radiofônica e televisiva, programas de computador, Internet, seja por meio dos
mais recentes processos de utilização conjugada de meios como a telemática e a
multimídia.
A
LDB, lei número 9394/96 de 16/12/1996, em seu artigo 80, destaca:
Art.
80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas
de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de
educação continuada.
§
1º A educação à distância, organizada com abertura e regime especiais, será
oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§
2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro
de diplomas relativos a cursos de educação à distância.
§ 3º As normas para produção, controle e
avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua
implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver
cooperação e integração entre os diferentes sistemas.
§
4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:
I
- custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e
de sons e imagens;
II
- concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;
III
- reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários
de canais comerciais.
De acordo com a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as diversas tecnologias educacionais
também deverão ser implantadas e desenvolvidas no ensino presencial regular.
As Secretarias Municipais e
Estaduais devem oportunizar a atualização e aperfeiçoamento em todas as áreas
da educação, equipando as instituições escolares e colaborando para que todos
os educadores possam fazer usos desses equipamentos tecnológicos a fim de que
também possam melhorar o nível de formação dos seus educandos, que estarão mais
qualificados para o mercado de trabalho.
O Ministério da Educação, a
União, os Estados e os Municípios são parceiros necessários para o
desenvolvimento das tecnologias educacionais nas escolas de Ensino Fundamental
e Médio.
As tecnologias educacionais
devem ser contempladas na proposta pedagógica das escolas para proporcionar uma
integração entre o professor regente e o professor responsável por estes
recursos.
Os profissionais que atuam na
área das tecnologias educacionais, por exemplo, nos laboratórios de informática
das escolas, deverão ter formação em cursos não somente específicos na área,
mas voltados ao trabalho pedagógico.
Objetivos
e Metas
1. Estimular
a formação de recursos humanos para a produção de materiais e para a oferta de
cursos a distancia;
2. A
partir da vigência deste plano, incentivar a oferta e a criação de novos cursos
a distância que visam qualificar os profissionais já existentes no mercado bem
como capacitação de profissionais para assegurar a qualidade dos cursos à
distância.
3. A
partir da vigência da PME, promover parcerias entre empresas públicas e
privadas para a realização de cursos de capacitação profissional a distância;
4. A
partir da vigência deste plano, em dois anos, equipar as escolas municipais com
tecnologias próprias para a área de informática, para o funcionamento de cursos
e projetos para atender a demanda da comunidade escolar;
5. A
partir da vigência deste plano, durante a década, manter atualizados os
programas dos computadores existentes nos laboratórios das escolas públicas e
acessá-los à Internet, bem como implantá-los nas escolas que ainda não possuem;
6. A
partir da aprovação do PME, em conjunto com o Estado e a União, aparelhar,
gradativamente as salas de aula com TV, vídeo , som e DVD;
7. Após a
aprovação do PME, equipar um ambiente para teleconferências com áudio e vídeo,
promovendo interação em tempo real entre conferencista e aluno, escola e
escola;
8. Após a
aprovação deste plano, sensibilizar o poder público e a iniciativa privada,
para a criação de uma rádio comunitária, reservando o direito de participação
das escolas do ensino fundamental e médio, com o direcionamento de programas
educativos;
Os cursos de Graduação e
Pós-Graduação a distancia deverão atender as exigências de credenciamento do
MEC, informando ao CME o inicio de sua
atividades na cidade de Corumbá.
5.11
- Formação e Valorização do Magistério
Diagnóstico
A
valorização do magistério e a garantia do padrão de qualidade foram
interpretadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em
dispositivos que marcam a progressiva elevação dos níveis de formação do
magistério e o constante aperfeiçoamento, bem como a definição de padrões
mínimos de qualidade de ensino.
A
melhoria da qualidade do ensino é um dos objetivos em destaque do Plano
Municipal de Educação, o que somente poderá ser alcançado em conjunto com a valorização do magistério. Essa valorização
só acontecerá, por meio de uma política global de magistério, e que implica,
simultaneamente:
A
formação profissional inicial;
As
condições de trabalho, salário e carreira;
A
formação continuada.
Esses
componentes não podem ser tomados isoladamente, pois a conjugação dos três é a
garantia do sucesso do processo pedagógico e a falta de um deles compromete os
resultados.
Ressaltamos
que essa formação não se caracteriza, na maior parte, como uma política dos
governos, uma vez que os profissionais, atualmente, só ingressam na carreira
através de concursos públicos, após a conclusão da sua formação inicial,
resultante de investimento próprio. A formação continuada prossegue ao longo da
carreira do professor e deve ser um processo contínuo na sua prática docente,
refletindo e contribuindo para a melhoria da sua atuação pedagógica com
reflexos positivos para a escola. De acordo com que prescreve o artigo 61 da
LDB Nº 9.424/96:
A
formação de profissionais da educação, de modo a atender aos objetivos dos
diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do
desenvolvimento do educando, terá como fundamentos:
I – a associação entre teorias e práticas,
inclusive mediante a capacitação em serviços;
II – aproveitamento da formação e
experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades.
Os
professores necessitam participar do processo de formação continuada não só
para enriquecer a sua bagagem intelectual, mas também para aprimorar o seu
conteúdo de conhecimentos vislumbrando implementar cada vez mais o seu universo
cultural.
Necessário
faz-se que o educador participe da capacitação ao longo da sua jornada, como
instrumento articulador e formador na sua trajetória, enquanto profissional,
consolidando saberes e realizações contributivas para transformações
educacionais.
Deve-se
seguir um conhecimento culturalmente significativo, ao lado de novas formas de
realizar o trabalho com aplicações dos métodos científicos na orientação do
ensino, tornando-o prático e eficiente, com vistas à socialização do
conhecimento. A formação permanente em serviço dos professores é uma situação
que se impõe, não só aos avanços científicos e tecnológicos, mas a uma
sociedade que exige conhecimentos mais abrangentes e profundos.
Este
último elemento tem sido no nosso município objeto das políticas públicas
educacionais no sentido da valorização do nosso magistério.
No
município de Corumbá, a valorização do magistério é a meta das políticas
públicas. Inúmeros esforços estão sendo empreendidos para a formação inicial e
continuada dos profissionais da educação, bem como no que se trata de
remuneração digna. Registra-se, neste sentido, as parcerias firmadas junto às
instituições de ensino superior, para a realização de cursos na área
educacional.
O
Plano Municipal de Educação do nosso município é o marco de preocupação que
existe por parte do Executivo em relação à valorização do servidor municipal.
Culminando, tem-se o Plano de Cargos e Carreiras do município de Corumbá,
criado sob a Lei Complementar n° 080/2005, aprovado em 21 de dezembro de 2005 e
publicado na Edição n° 578/2005.
Os quadros a seguir apresentam a situação da docência nos diferentes níveis e etapas de ensino no município de Corumbá:
|
|
|
|
|
PRÉ- |
1ª À 4ª |
5ª À 8ª |
ENSINO |
EDUCAÇÃO |
EDUC. JOVENS |
EDUCAÇÃO |
|||||||
|
GRAU DE FORMAÇÃO |
TOTAL |
CRECHE |
ESCOLA |
SÉRIE |
SÉRIE |
MÉDIO |
ESPECIAL |
E ADULTOS |
PROFISSIONAL |
||||||||
|
|
|
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
CORUMBÁ |
351 |
9 |
0 |
61 |
0 |
69 |
0 |
98 |
0 |
66 |
0 |
22 |
0 |
18 |
0 |
8 |
0 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENSINO
FUNDAMENTAL |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Incompleto |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Completo |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENSINO
MÉDIO |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Magistério
Completo |
43 |
3 |
0 |
24 |
0 |
12 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
3 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Outra
Formação Completa |
19 |
0 |
0 |
2 |
0 |
2 |
0 |
6 |
0 |
5 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
4 |
0 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENSINO
SUPERIOR |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Licenciatura
Completa |
270 |
6 |
0 |
31 |
0 |
48 |
0 |
89 |
0 |
56 |
0 |
19 |
0 |
18 |
0 |
3 |
0 |
|
Completa
S/ Licenciatura C/ Magistério |
9 |
0 |
0 |
4 |
0 |
5 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Completa
S/ Licenciatura S/ Magistério |
10 |
0 |
0 |
0 |
0 |
2 |
0 |
2 |
0 |
5 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
NOTA: O mesmo professor pode atuar no Ensino Fundamental de 1ª à 4ª e 5ª à 8ª, em outros níveis ou modalidades de ensino e em mais de um estabelecimento.
|
|
|
|
|
PRÉ- |
1ª À 4ª |
5ª À 8ª |
ENSINO |
EDUCAÇÃO |
EDUC. JOVENS |
EDUCAÇÃO |
||||||||
|
GRAU DE FORMAÇÃO |
TOTAL |
CRECHE |
ESCOLA |
SÉRIE |
SÉRIE |
MÉDIO |
ESPECIAL |
E ADULTOS |
PROFISSIONAL |
|||||||||
|
|
|
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
U |
R |
|
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CORUMBÁ |
765 |
0 |
0 |
0 |
0 |
181 |
2 |
226 |
0 |
211 |
0 |
9 |
0 |
136 |
0 |
0 |
0 |
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ENSINO
FUNDAMENTAL |
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Incompleto |
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0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
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Completo |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
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ENSINO
MÉDIO |
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Magistério
Completo |
11 |
0 |
0 |
0 |
0 |
10 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
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Outra
Formação Completa |
3 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
1 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
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ENSINO
SUPERIOR |
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Licenciatura
Completa |
747 |
0 |
0 |
0 |
0 |
169 |
1 |
223 |
0 |
210 |
0 |
8 |
0 |
136 |
0 |
0 |
0 |
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Completa
S/ Licenciatura C/ Magistério |
2 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
2 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
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Completa
S/ Licenciatura S/ Magistério |
2 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
1 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
NOTA: O mesmo professor
pode atuar no Ensino Fundamental de 1ª à 4ª e 5ª à 8ª, em outros níveis ou
modalidades de ensino e em mais de um estabelecimento.
Proveniente
da participação dos diversos parceiros do processo da realização deste Plano,
oriundos das Unidades Escolares, das Instituições relacionadas com a Educação e
da sociedade civil organizada, surgiram vários questionamentos no que diz
respeito às dificuldades à atuação e à valorização do magistério
-
desvalorização do profissional da educação e
remuneração inadequada;
-
desmotivação e comodismo do profissional
enquanto categoria;
-
dificuldades dos professores em trabalhar com
alunos que apresentam necessidades educacionais especiais;
-
professores não habilitados para exercer a
disciplina que administra.
Diretrizes
A formação inicial proporciona uma base prévia
ao exercício da atividade docente e fornece ao futuro professor uma bagagem
científica, cultural, social e pedagógica para o exercício profissional. Já a
formação continuada prossegue ao longo da carreira do professor; é um processo
que se desenvolve permanentemente, no exercício de sua prática docente e que reflete
sobre a ação que se realiza em seu
cotidiano, unindo o saber e o não saber, contribuindo assim, para a melhoria da
prática docente e, conseqüentemente da escola.
A
implantação de programas de formação inicial e continuada tem sido uma questão
prioritária em todo o território nacional, inclusive no nosso município, uma
vez que a preparação do cidadão para a compreensão da sociedade e sua atuação
consciente nas relações sociais e econômicas dependem da qualidade de sua educação.
O
compromisso da melhoria da qualidade de ensino é um fator que assegura o acesso
pleno à cidadania, bem como a inserção em atividades produtivas que permitem a
melhoria de qualidade de vida.Isso só
poderá realizar-se com a valorização do magistério, uma vez que os docentes exercem
um papel decisivo no processo educacional.
A
valorização do magistério implica, pelo menos, os seguintes requisitos:
1. uma
formação profissional de investimento com sua qualificação contínua, tanto no
domínio de conhecimentos específicos de sua área e de métodos e procedimentos
que promovam a aprendizagem dos alunos, como de mecanismos que lhe permita a
utilização das novas tecnologias a serviço da educação;
2. um
sistema de educação continuada e em serviço que permita ao professor um
aperfeiçoamento constante de seu conhecimento sobre a cultura letrada, dentro
de uma visão crítica e dialética do mundo;
3. condições
de trabalho, com jornada adequada à
carga horária e a dos alunos; concentrando as aulas em um único
estabelecimento de ensino e que inclua o tempo necessário para as atividades
complementares ao trabalho em sala de aula;
4. garantia
de remuneração condizente ao nível de formação e o compromisso social e político dos
profissionais de educar as gerações para uma sociedade em constante
transformação.
5. compromisso
político e social do magistério;
6. compromisso
com a aprendizagem dos alunos, o respeito a quem tem direito como cidadão em
formação, interesse pelo trabalho e participação no trabalho de equipe nas instituições em que atuam;
7. concretização
das condições adequadas para a perfeita realização dos trabalhos, bem como uma
justa remuneração, vislumbrando um bom desempenho às atividades com o educando:
compromisso com o aprendizado do aluno.
8. Para a
efetivação da concretização da valorização do magistério não se pode omitir que
este processo é uma estratégia de melhoria permanente da qualidade da educação,
objetivando abertura em ampliação de novos horizontes na atuação profissional. Quando
realizada na modalidade de educação a distância, sua operacionalização incluirá
sempre uma parte presencial, constituída, entre outras formas, de encontros
coletivos, organizados a partir das necessidades dos professores.
A
valorização do profissional da educação tem início no investimento para uma
qualificação contínua a fim de que o educador conseqüentemente utilize e
realize a aprendizagem do educando com novos métodos e recursos que promovam a
qualidade de ensino.
Educação
e formação continuada consistem no desenvolvimento das competências dos
professores e é um processo de construção permanente do conhecimento. Por ser
um processo, a educação e a formação continuada não consistem em acúmulo de
cursos, palestras, oficinas e seminários, mas sim pela construção e
reconstrução de identidade do professor, como também por meio de reflexão
crítica sobre a prática e sobre a própria experiência em integração com a
escola e a sociedade.
O
propósito da formação continuada é desenvolver nos professores os aspectos
cognitivos, social e emocional, enfim, condutas desejáveis tanto no que diz
respeito ao individuo quanto ao grupo humano, para o desempenho das atividades
profissionais, de maneira criativa e crítica, visando a qualidade de ensino
ministrado em sala de aula, contribuindo para a mudança educacional, bem como
redefinir e investigar sua prática docente. Investigar a prática docente é
refletir sobre a realidade da docência, questionando o que se pretende ensinar,
tendo como meta a melhoria da qualidade da aprendizagem. A reflexão contribui
para que o professor aprenda a conviver com as mudanças e incertezas,
considerando que há enormes contradições na sua profissão.
A Formação Continuada é o elo científico e
tecnológico entre o nível cada vez mais abrangente na sociedade moderna e deve
preparar o professor para ser um investigador que constrói teorias, descobre e
realiza ações com o propósito de estudar e conhecer melhor e cada vez mais a
comunidade a qual pertence e ali então, construir a partir do fazer pedagógico.
Objetivos e Metas
1. Promover
permanente articulação com as instituições de ensino superior, com ênfase às
públicas, para oferecimento aos trabalhadores em educação de cursos de
graduação, pós-graduação e programas de formação por área específica, ampliando
gradativamente o número de vagas de acordo com a demanda;
2. garantir
que no primeiro ano de vigência deste plano, a fidelidade da execução de
programas de formação continuada de professores alfabetizadores, solicitando a
parceria com instituições de ensino superior preferencialmente nas respectivas áreas geográficas;
3. garantir
que, no prazo mínimo de cinco anos, todos os professores em exercício na
educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental, bem como a
educação especial de jovens e adultos, sejam portadores, no mínimo, habilitados
em nível superior específico e adequado
às características e necessidades de aprendizagem dos alunos;
4. estabelecer
parcerias com escolas técnicas e profissionalizantes para a formação de pessoal
de apoio nas áreas de administração e manutenção de apoio às diversas estruturas
escolares e até mesmo ao preparo da alimentação escolar;
5. estabelecer
parcerias com as instituições de educação superior, prioritariamente as
públicas, para formação continuada, dentre outras, relativa ao patrimônio
histórico, cultural e ambiental do pantanal e de Corumbá;
6. promover
articulação permanente com as instituições de educação superior,
prioritariamente as públicas, para o desenvolvimento de pesquisas e cursos de
extensão que atendam as necessidades de cada região;
7. implantar
uma política salarial, estabelecendo piso salarial municipal nunca inferior ao
piso salarial nacional unificado, no prazo máximo de um ano, a contar da
vigência deste Plano;
8. promover
concursos públicos de caráter eliminatório, conforme as necessidades;
9. garantir
a abertura de concursos públicos e ou nomeação de concursados sempre que houver
vagas puras para trabalhadores em educação;
10. garantir,
no prazo máximo de cinco anos, a implantação de licença integral para estudos
em nível de pós-graduação para trabalhadores em educação, sem prejuízo
financeiro, desde que na sua área de atuação ou correlata e que permaneça na
respectiva rede, ao término do curso, no mínimo o dobro do tempo concedido para
estudos;
11. criar
mecanismos para que a organização curricular atenda às peculiaridades
regionais, sob os aspectos culturais, históricos e ambientais;
12. .garantir
a formação continuada dos trabalhadores em Educação;
13. fortalecer
a função de coordenação pedagógica com estabelecimento de critérios para o
exercício da função, os quais deverão ser elaborados pela Rede de Ensino.
14. garantir
que a formação continuada seja considerada na carreira dos trabalhadores em
educação para efeito de incentivo financeiro, sob forma de qualificação, desde
que comprovadamente o curso de qualificação tenha uma carga mínima de 200 horas
cumulativas na sua área de atuação e objeto de concurso;
15. garantir,
a partir da vigência deste Plano, a valorização dos trabalhadores em Educação
sob forma de incentivo financeiro aos que se deslocam da cidade para atuarem
nas escolas do campo;
16. estabelecer
concurso público regular, de caráter eliminatório e garantia de posse nas vagas
existentes;
17. garantir
condições adequadas de trabalho, em relação à estrutura física e pedagógica de
cada unidade escolar;
18. estabelecer
parcerias com as Universidades, especialmente com as públicas, para a formação
continuada dos docentes;
5.12-
Financiamento e Gestão
Diagnóstico
A
reforma tributária embutida na Constituição de 1988 reforçou a arrecadação de
imposto, sua destinação ou disponibilização para os Estados e Municípios, por
um aumento de percentuais de transferências para o Fundo de Participação dos
Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para compensar o total de impostos
disponíveis para a União, os 13% da educação passaram para 18%; mantiveram-se
os 25%, no mínimo, para os Estados e 25% para os Municípios, que aumentaram as
percentagens em suas constituições e leis orgânicas, sempre por pressão da
sociedade ou dos sindicatos dos professores.
A
LDB inova quanto ao funcionamento do ensino, quando em seu texto (art.69, § 5º)
dispõe que os recursos constitucionalmente vinculados sejam disponibilizados,
em conta específica, para o órgão responsável pela educação. Inova também quando,
em seus artigos 70 e 71, disciplina os gastos com a Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino (MDE), criando um arcabouço legal que reduziu
significativamente as manobras contábeis que historicamente foram utilizadas
para desviar as finalidades dos recursos
legalmente vinculados ao MDE.
Com
a vigência da Lei Federal nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996, foi estabelecida
a realocação de recursos constitucionalmente para a educação da união, do
Distrito Federal, dos estados e municípios, vinculando 15% dos 25% dos recursos
destinados à educação para o ensino fundamental, deixando para outras etapas da
educação básica 10% dos investimentos vinculados.
A
alimentação nas creches e escolas municipais é fornecida pela Prefeitura
Municipal de Corumbá, em convênio com O FNDE. O cardápio é elaborado por uma
profissional
O
município de Corumbá, em convênio com o FNDE, oferece mensalmente capacitação
para os professores da Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial,
Educação Infantil e Ensino Fundamental em todas as disciplinas conforme
sugestão dos próprios professores. Isso lhes propicia a oportunidade de atualizarem-se sem custo pessoal, levando uma
melhoria significativa no aprendizado dos alunos.
O
transporte escolar, do Município de Corumbá, está estruturado de forma que
sejam atendidos todos os alunos da Zona Rural e alunos do Ensino Médio das
escolas estaduais. Foram adquiridos cinco ônibus para transporte escolar, sendo
dois microônibus e um microônibus adaptado para pessoas com necessidades
especiais (cadeirante). Foram adquiridos com recursos do FUNDEF.
Diretrizes
O
financiamento da educação deve ser reconhecido como condição de formação
integral do ser humano, exercício pleno da cidadania e para transformação da
sociedade com o desenvolvimento humano e melhoria da qualidade de vida da
população.
A
educação tem dimensões relevantes, sendo uma delas a econômica, cujo fundamento
da obrigação do Poder Público de financiá-la é o fato de constituir um direito.
Portanto, todas as políticas educacionais devem estar com seus objetivos
claramente definidos e em consonância com a constituição e a Lei de Diretrizes e
Bases.
As
associações de pais e mestres, com regimentos constituídos, bem como os seus
colegiados escolares, são um importante apoio ao desenvolvimento das metas
estipuladas pela comunidade escolar.
O
município deve fixar objetivos para educação de todos e em todos os níveis,
estando organizado com demandas e recursos para ações a médio e longo prazo.
A
constituição Federal preceitua que à União compete exercer as funções
redistributiva e supletiva de modo a garantir a equalização de oportunidades
educacionais (art.211,§1º). Trata-se de dar às crianças real possibilidade de
acesso à escola e permanência nela. É Fundamental fortalecer a educação como um
dos alicerces de proteção social.
A
educação deve ser considerada uma prioridade estratégica para um projeto de
desenvolvimento que favoreça a superação das desigualdades na distribuição de
renda e a erradicação da pobreza. Ela é de responsabilidade do estado e da
sociedade, não apenas de um órgão. A Secretaria Municipal de Educação tem o
papel central no que se refere à educação escolar, para articular com as demais
secretarias, reunindo competências, seja em termos de apoio técnico ou de recursos financeiros.
Considerando
o trabalhador em educação como elemento fundamental e essencial do processo
educacional, é imprescindível que todas as entidades e órgãos responsáveis,
tanto em nível público como privado, implementem políticas de investimento que
garantam a adequada valorização desse profissional, uma vez que a educação é
desenvolvida essencialmente com pessoal.
Objetivos e metas
1.
Reformular, em um ano, nos termos da legislação vigente, o Estatuto do
Magistério Público Municipal, Lei 0968/87, e revisar a cada quatro anos o Plano
de Carreira e Remuneração do Grupo ocupacional do Magistério do Município de
Corumbá, conforme a Lei de Diretrizes e Bases (lei nº 9.394/96), e Plano
Nacional de Educação (Lei nº 10.172/01) e que a reposição salarial seja revista
a cada ano;
2. garantir, em quatro anos, recursos para a
construção ou ampliação de bibliotecas nas unidades escolares, dotação de
acervos utilizados e lotação de funcionários de apoio para atender alunos e
professores;
3.
destinar recursos num prazo de três anos para equipar as salas dos professores
com recursos tecnológicos ligada à Internet para pesquisa e estudos;
4.
garantir recursos municipais de 2% ao ano para implantação de políticas
inclusivas de pessoas com necessidades educacionais especiais na sociedade;
5.
Assegurar o orçamento e recursos necessários para as adaptações da educação
básica da população rural e sua adequação às peculiaridades da vida rural.
(Conteúdos, metodologia, implantação de ensino fundamental 5ª a 8ª séries na
região de difícil acesso).
1. desenvolver
e implementar padrão de gestão que tenha como elementos a destinação de recursos
para as atividades afins (autonomia da escola, e participação da comunidade
escolar no acompanhamento e avaliação da gestão);
7.
aperfeiçoar e implementar o regime de colaboração entre os sistemas de ensino,
compartilhando e definindo as formas de colaboração, de modo a assegurar a
universalização do ensino obrigatório;
8.
buscar apoio financeiro e técnico-administrativo da União para a oferta no
município, de educação de jovens e adultos, para a população acima de 15 anos
de idade que não teve acesso ao ensino fundamental;
9. elaborar
e implementar os Planos de Cargos, Carreira e Vencimento do Magistério e dos
funcionários administrativos da rede privada;
10. disponibilizar
recursos que garantam a formação continuada dos trabalhadores em educação;
11. assegurar
a autonomia financeira e o funcionamento do Conselho Municipal de Educação;
12. garantir
a informatização, em três anos, com auxílio técnico e financeiro da União e do
Estado, a Secretaria Municipal de educação, das escolas públicas do município;
13. informatizar,
gradualmente, com auxílio técnico e financeiro da União, a administração das
escolas com mais de 100 alunos, conectando-as em rede com as secretarias de
educação, de tal forma que, em quatro anos, todas as escolas estejam, ligadas
ao sistema;
14. assegurar
ações políticas para que o município assegure, em anos subseqüentes, processo
eletivo nas escolas estaduais e municipais para escolha de diretores com maior
número de votos;
15. garantir,
em convênio com a União, Programas de
Alfabetização de Jovens e Adultos com profissionais habilitados da educação;
16. criar
um fórum permanente para acompanhar a aplicação das metas contidas no Plano
Municipal de Educação;
17. prover
as escolas, até 2007, de números de profissionais suficientes de acordo com
tipologia da escola;
18. promover
ações políticas e pedagógicas que fortaleçam a relação família e escola;
19. realizar
capacitação continuada ao corpo técnico administrativo para a melhoria da
gestão escolar, a partir do ano de 2007;
20. o
Colegiado Escolar, tendo como uma das suas atribuições, avaliar, acompanhar a
proposta pedagógica da escola;
21. construir
espaços poliesportivos em no mínimo 30% das escolas públicas com recursos
multi-setoriais no prazo de quatro anos;
ADENDO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Educação-
Faixa de Fronteira
O
Município de Corumbá está situado em área de fronteira seca com a Bolívia,
facilitando o acesso da população do país vizinho a nossa cidade. O Município
presta atendimento escolar a alunos bolivianos e filhos destes com
nacionalidade brasileira.
A fim
de fortalecer a integração entre esses dois paises é necessário que se
estabeleça uma parceria visando melhorar o atendimento aos alunos bolivianos,
divulgando a sua história e cultura, para tanto é fundamental:
§ o
fortalecimento da língua espanhola a partir da 6ª série do Ensino Fundamental;
§ a
inclusão dos estudos fronteiriços nas diretrizes curriculares da Rede Municipal
de Ensino de Corumbá.
5.7-Educação
para Igualdade Racial, de Gênero e Direitos Humanos.
Diagnóstico
A
Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das
Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que
todos os seres humanos possuem, num total de trinta artigos. Abaixo
apresentamos:
“Artigo I - Todas as pessoas nascem livres e iguais em
dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em
relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II - Toda pessoa tem capacidade para gozar os
direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de
qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política
ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou
qualquer outra condição”.
As
nações de todo o mundo, por meio da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU),
adotaram por unanimidade a resolução que proclama a Educação como instrumento
de desenvolvimento sustentável e solidário, sendo pré-requisitos importantes:
direitos humanos, educação para todos, paz, segurança humana, igualdade de
gênero, diversidade cultural e étnica, saúde e democracia.
No
Brasil a discussão sobre a inclusão das temáticas: preconceito racial,
sexualidade e direitos humanos, no currículo das escolas de primeiro e segundo
graus têm se intensificado a partir da década de 70, por ser considerada
importante na formação global do indivíduo.
A
partir dos meados dos anos
A
Constituição Federal de 1988, no seu Art.3 recomenda “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo,
cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
No
capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos no art.
“Todos são iguais perante a
lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são
iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
XLII – a prática do racismo
constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos
termos da lei”.
A
nação brasileira é constituída pela diversidade e a educação assume a requerida
e imprescindível ação de promovê-la visando reconhecer, valorizar, respeitar e
dialogar com as diferenças.
Diante
da diversidade, que se coloca no coletivo social, a escola é chamada a
enfrentar esse desafio e a refletir sobre a construção do processo
histórico/social/cultural da humanidade.
Diretrizes
§ Elaboração
e efetivação de uma política para a igualdade racial, de gênero e direitos
humanos.
·
Oferecimento de condições para que as escolas
atendam alunos em suas diversidades.
·
Garantia de uma política de formação inicial e
continuada dos professores que trabalham nesta área.
Objetivos
e Metas
·
Definir estratégias e estabelecer mecanismos
para garantir a participação dos representantes desses setores para a definição
das políticas de igualdade racial, de gênero e direitos humanos.
·
Implantar políticas de valorização da
diversidade étnico-racial e de acesso e permanência da população afro-descendentes
na educação básica.
·
Estabelecer parcerias com os profissionais da
área de saúde, segurança, assistência social e outros seguimentos da sociedade
para garantir a equidade dos direitos humanos, bem como discutir ações
preventivas e os cuidados com a saúde reprodutiva e desenvolvimento de atitudes
saudáveis em relação à sexualidade.
·
Desenvolver, em parceria com a comunidade,
programas e ações educativas relacionadas a prevenção da violência na escola,
na família e na sociedade.
·
Articular-se com outros órgãos, visando ao
atendimento das demandas de formação de professores, incluindo a formação
continuada dos que se encontram em exercício, para a execução das ações
educativas no contexto escolar.
·
Capacitar os professores para trabalhar com os
alunos sobre a eqüidade entre os gêneros.
5.12-
Financiamento e Gestão
Diagnóstico
A
reforma tributária embutida na Constituição de 1988 reforçou a arrecadação de
imposto sua destinação ou disponibilização para os Estados e Municípios, por um
aumento de percentuais de transferências para o Fundo de Participação dos
Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para compensar o total de impostos
disponíveis para a União, os 13% da educação passaram para 18%; mantiveram-se
os 25%, no mínimo, para os Estados e 25% para os Municípios, que aumentaram as
percentagens em suas constituições e leis orgânicas, sempre por pressão da
sociedade ou dos sindicatos dos professores.
A
LDB inova quanto ao funcionamento do ensino, quando em seu texto (art.69, § 5º)
dispõe que os recursos constitucionalmente vinculados sejam disponibilizados,
em conta específica, para o órgão responsável pela educação. Inova também
quando, em seus artigos 70 e 71, disciplina os gastos com a Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino (MDE), criando um arcabouço legal que reduziu
significativamente as manobras contábeis que historicamente foram utilizadas
para desviar as finalidades dos recursos
legalmente vinculados ao MDE.
Ainda
no ano de
Porém,
os profissionais da área, continuavam lutando para que a idéia inicial do Fundo
fosse resgatada, ou seja, que atingisse toda a educação básica.
Essa
pressão social fez com que a Constituição federal fosse novamente alterada, por
meio da Emenda Constitucional n. 53/2006, passando a ter a seguinte redação:
“Art. 60 – Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da
promulgação desta Emenda Constitucional, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à
remuneração condigna dos trabalhadores da educação, respeitadas as seguintes disposições:
(EC n. 53, de 2006).
I - a distribuição dos recursos e de responsabilidade entre
o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a
criação, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de um Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação – FUNDEB, de natureza contábil;”
O
FUNDEB, então que substituiu o FUNDEF, propõe um cronograma de implantação
gradativa, a partir de março de 2007, que se estende até 2009. Com a Emenda
Constitucional n. 53, de 19 de dezembro de
efetivo
exercício, e 40% à manutenção, construções, implementação de tecnologias,
dentre outros.
O
FUNDEB é responsável pela distribuição desses recursos com base no número de alunos
matriculados na educação básica, a partir do último Censo Escolar, computados
nos respectivos âmbitos de atuação, segundo o disposto no art. 211 da
Constituição Federal:
“Art. 211 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios organização em regime de colaboração seus sistemas de ensino.
§ 1º - A União organizará o sistema federal de ensino e o
dos Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a
garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade
do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios;
§ 2º - Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino
fundamental e na educação infantil;
§ 3º - Os Estados e o Distrito Federal atuarão
prioritariamente no ensino fundamental e médio;
§ 4º - Na organização de seus sistemas de ensino, os
Estados e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a
universalização do ensino obrigatório;
§5º - A educação básica pública atenderá prioritariamente
ao ensino regular.”
A
implementação do FUNDEB significa a garantia da aplicação dos recursos
destinados à educação no país, de forma a assegurar na educação básica, a
equalização de oportunidades educacionais e padrões mínimos de qualidade no
ensino, porém o Brasil precisa sair do atual patamar de investimentos públicos
em educação, da ordem de 4,3% do PIB, para atingir, em dez anos, o montante de
8% do PIB.
No
que se refere à política de gestão democrática, vale ressaltar o importante
papel, dentre outros dos Conselhos Municipal e Estadual de Educação, do Sistema
de Acompanhamento e Avaliação dos Planos Nacional, Estadual e Municipal de
Educação e os Conselhos do FUNDEB e CAE, instâncias significativas da
representação da sociedade no controle social das políticas públicas e na
fiscalização dos recursos financeiros da educação.
Com
a vigência da Lei Federal nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996, foi estabelecida
a realocação de recursos constitucionalmente para a educação da união, do
Distrito Federal, dos estados e municípios, vinculando 15% dos 25% dos recursos
destinados
à educação para o ensino fundamental, deixando para outras etapas da educação
básica 10% dos investimentos vinculados.
A
alimentação nas creches e escolas municipais é fornecida pela Prefeitura
Municipal de Corumbá, em convênio com O FNDE. O cardápio é elaborado por uma
profissional
O
município de Corumbá, em convênio com o FNDE, oferece mensalmente capacitação
para os professores da Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial,
Educação Infantil e Ensino Fundamental em todas as disciplinas conforme
sugestão dos próprios professores. Isso lhes propicia a oportunidade de atualizarem-se sem custo pessoal, levando uma
melhoria significativa no aprendizado dos alunos.
O
transporte escolar, do Município de Corumbá, está estruturado de forma que
sejam atendidos todos os alunos da Zona Rural e alunos do Ensino Médio das
escolas estaduais. Foram adquiridos cinco ônibus para transporte escolar, sendo
dois microônibus e um microônibus adaptado para pessoas com necessidades
especiais (cadeirante). Foram adquiridos com recursos do então FUNDEF.
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
O
acompanhamento e a avaliação dos Planos de Educação estão previstos nos Planos
Nacional e Estadual de Educação, bem como nas Leis que os aprovaram. Assim,
este documento ressalta a necessidade de se estabelecerem mecanismos ágeis,
objetivos e precisos para que as ações sejam desenvolvidas com segurança e as
prováveis adaptações às novas realidades sejam feitas tendo o acompanhamento e
a avaliação como base.
O
Plano Municipal de Educação de Corumbá reflete os ideais, as reivindicações e
necessidades devidamente compatibilizadas com os parâmetros legais das esferas
federal, estadual e municipal. Foram dois anos de trabalho coletivo, que
responde às expectativas e assume compromissos com a melhoria da qualidade da
educação que é oferecida em Corumbá.
À
Secretaria Municipal de Promoção da Cidadania/ Secretaria Executiva de
Educação, a quem, coube a coordenação deste Plano, cabe, agora, o importante papel
de indutor de sua implementação, como gestora de sua própria rede e como
articulador com as demais instituições do município, pois todos deverão exercer
os direitos e deveres de cidadãos, comprometendo-se com seu acompanhamento,
seja na avaliação de suas ações e estratégias, seja na cobrança às esferas
decisórias, de sua plena execução e dos prazos estabelecidos.
Para
viabilizar esse processo, a secretaria deverá compor o foro, com a participação
igualitária dos órgãos e instituições que planejam, coordenam e executam
educação no Município, e também da Comissão de Educação da Câmara Municipal,
que registrarão, a cada dois anos, o resultado do acompanhamento da prática das
diretrizes, objetivos e metas deste Plano.
Para
os próximos dez anos, temos um documento norteador que, como um mapa de
navegação, poderá ser ajustado em seu percurso, com a provação das instâncias
competentes. Pode-se afirmar que Corumbá
dá um grande passo à frente, ao integrar-se aos Planos Nacional e
Estadual no cumprimento das propostas educacionais, único caminho para um país
emergir da ignorância e dar-se o direito de aspirar as melhores condições de
vida à população de Corumbá.
RELAÇÃO DAS INSTUIÇÕES QUE PARTICIPARAM DA
ELABORAÇÃO DESTE PLANO.
·
Secretaria Municipal de Educação
·
Conselho Municipal de Educação
·
Sindicato dos Trabalhadores em Educação -
SINTED
·
Sindicato das Escolas Particulares - SINEP
·
Sindicato dos Servidores Municipais de Corumbá
- SINCOR
·
Sindicato dos Trabalhadores das Escolas
Particulares - SINTRAE
·
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial -
SENAC
·
Serviço Social da Industria - SESI
·
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -
SENAI
·
Universidade Federal Mato Grosso Sul - Campus
de Corumbá
·
Universidade Católica Dom Bosco
·
Ministério Público
·
Promotoria da Infância e da Adolescência
·
Associação de Pais e Amigos Excepcionais
·
Organização Mundial da Educação Pré-Escolar –
OMEP /Corumbá
·
Ordem dos Advogados do Brasil – OAB /Corumbá
·
Conselho Tutelar
·
Conselho Municipal da Criança e Adolescente
·
Secretaria da Integração das Políticas Sociais
·
Secretaria Municipal de Saúde
·
Secretaria Municipal Cidadania e Assistência
Social
·
Colegiados Escolares
·
Pastoral da Criança
·
Escolas Públicas Urbanas, Rurais e Privadas
·
Participação de Diretores Escolares,
Coordenadores Pedagógicos, Professores e Funcionários Administrativos.
·
Participação de Índios Guató, Ribeirinhos e
Assentados.
·
Participação / Consultor: Prof. Helio de Lima
REFERÊNCIAS
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República dos Estados Unidos do Brasil de 1934. Disponível em:
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_______.Lei
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RUITER CUNHA DE OLIVEIRA
PREFEITO MUNICIPAL
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial em 18 de junho de 2009